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Conhecendo as misteriosas linhas de Nazca, Peru 🇵🇪
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February 10, 2026 at 12:22 PM
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Turismo em Cochabamba: natureza, arquitetura e festivais no coração da Bolívia
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O que fazer em Cochabamba, Bolívia
Você está prestes a conhecer uma das cidades mais subestimadas da Bolívia. Eu mesma não sabia **o que fazer em Cochabamba** quando cheguei lá, meio que por acaso, a convite de uma conhecida que me chamou para ir com ela à Festa da Virgem de Urkupiña. Localizada em um vale na Cordilheira dos Andes, Cochabamba é conhecida como _“Cidade da Eterna Primavera”_ e _“Cidade Jardim”_ devido às suas temperaturas amenas durante todo o ano. E pelos canteiros cheios de flores que embelezam praças, ruas e avenidas. Pela descrição, você pode ser levado a pensar que ela é pura calmaria, mas não. **Cochabamba é uma cidade universitária** que atrai muitos estrangeiros, especialmente brasileiros, que são cativados pela possibilidade de ingresso mais fácil e pelo baixo valor das mensalidades da Faculdade de Medicina. E com os estudantes, chegam as festas! E tem muito mais que isso! Através deste artigo você vai conhecer os **principais pontos turísticos de Cochabamba** , bem como informações úteis sobre como chegar, onde ficar e como planejar a sua viagem. Boa leitura! ## Navegue por aqui * Como chegar a Cochabamba * Melhor época para ir a Cochabamba * Qual a altitude da cidade de Cochabamba? * Quantos dias ficar em Cochabamba * Onde ficar em Cochabamba * Como se deslocar em Cochabamba * O que fazer em Cochabamba * Roteiro de 2 dias em Cochabamba * Vida noturna em Cochabamba * Mapa turístico de Cochabamba * Viaje tranquilo para Cochabamba * Conheça outros destinos na Bolívia ## Como chegar a Cochabamba Resumidamente, existem três formas de chegar a Cochabamba: avião, ônibus e carro. ### Avião O Aeroporto de Cochabamba, cujo nome oficial é **Aeroporto Internacional Jorge Wilstermann** , é um dos maiores, mais importantes e modernos do país. No entanto, ainda não há voos do Brasil direto para lá. Recomendo que você pesquise voos para **Santa Cruz de la Sierra** e La Paz e a partir dessas cidades, pegue outro voo ou siga por viagem terrestre. Independentemente de qual das duas você sair, a viagem durará cerca de 8 horas. ### Ônibus Viajar de ônibus pela Bolívia requer uma boa dose de paciência. Primeiramente, poucas empresas são informatizadas e só vendem passagens nos terminais rodoviários. Outro problema comum é que as viagens costumam atrasar bastante. Mas por ser a terceira maior cidade da Bolívia, não é difícil achar passagens para Cochabamba. Viaje sempre com empresas confiáveis, com guichês nos terminais. Jamais embarque em vans e ônibus que não sejam licenciados, pois estes não passam por fiscalização e estão em péssimo estado de manutenção, oferecendo riscos à sua vida. **Lembre-se que o seguro viagem não cobre atendimento médico se você viajar em transportes clandestinos!** ### Carro Se você estiver viajando em grupo, alugar um carro pode ser uma boa ideia. Não é a opção mais barata, mas a liberdade que o veículo proporciona não tem preço. As condições das estradas não são boas, mas a paisagem é magnífica. Por esses dois motivos, aconselho que você dirija durante o dia. **💡 DICA DE OURO!** Se você optar por alugar um carro na Bolívia, recomendo que reserve diretamente com a Rentcars, pois o valor final já inclui proteção do veículo, proteção contra roubo e todas as outras taxas da locadora. Isso evita que você caia em ciladas e pegadinhas. Para melhorar, você pode usar o cupom **VIAJEIBONITO** para conseguir um belo desconto! A reserva é gratuita e você só paga quando retirar o veículo, podendo parcelar em até 12x sem juros! Sem IOF! ## Melhor época para ir a Cochabamba A melhor época para viajar para Cochabamba é entre abril e outubro, durante a estação seca, que favorece passeios ao ar livre. A temperatura, no entanto, é sempre amena, numa média próxima aos 20°C. Particularmente, eu sugiro que você vá a Cochabamba durante a Festa da Virgem de Urkupiña, que acontece no dia 15 de agosto. É uma celebração linda, com desfiles em trajes típicos, danças tradicionais e rituais religiosos. Muito especial! Festiva da Virgem de Urkupiña em Quilacollo, Bolívia. Créditos: Gisele Rocha Roupas típicas e danças tradicionais na Festa da Virgem de Urkupiña. Créditos: Gisele Rocha Desfile em honra da Virgem de Urkupiña na Bolívia. Créditos: Gisele Rocha ## Qual a altitude da cidade de Cochabamba? Cochabamba está a **2.558 metros acima do nível do mar**. Algumas pessoas podem começar a sentir os sintomas do soroche quando chegam à cidade. Neste caso, o ideal é diminuir o ritmo dos passeios, ingerir bastante líquido (principalmente chá de coca) e comer alimentos leves. ## Quantos dias ficar em Cochabamba 2 dias é tempo suficiente para conhecer os principais pontos turísticos de Cochabamba com tranquilidade. Porém, se você tiver mais tempo, vale a pena fazer uma excursão para o Parque Nacional de Toro Toro, um dos maiores sítios arqueológicos da América do Sul, onde foram encontrados milhares de **pegadas e fósseis de dinossauros** , além de **pinturas rupestres**. A paisagem é espetacular! Compensa cada centavo investido! ## Onde ficar em Cochabamba O Centro Histórico é, sem dúvidas, a melhor localização para se hospedar em Cochabamba se você estiver viajando a passeio, já que os principais pontos turísticos da cidade se concentram nesta região. Eu me hospedei no Hostel Running Chaski, que fica a poucos passos do **Museu e Convento de Santa Teresa** , da **Plaza 14 de Septiembre** , entre outros lugares interessantes para visitar em Cochabamba. Além da excelente localização, a estrutura é ótima, com quartos climatizados e espaçosos, camas confortáveis, banheiros limpos, cozinha bem equipada e diferentes ambientes para integração entre os hóspedes. A única coisa que pegou foi a internet instável, mas isso é uma constante na Bolívia. Mas se você preferir um lugar mais intimista, sem a atmosfera festiva de um hostel, recomendo o Hotel Diplomat, que oferece vistas lindas através das janelas dos quartos e está localizado no **Prado de Cochabamba** , um lugar privilegiado, bonito e com fácil acesso aos pontos turísticos. ## Como se deslocar em Cochabamba Para quem se hospeda no Centro Histórico, a melhor maneira de se deslocar pela cidade é a pé. Aplicativos como _InDrive_ e _Uber_ também funcionam em Cochabamba. Quanto ao transporte público, ele é composto pelos icônicos ônibus coloridos (chamados por eles de _“micro”_) e pelas vans (que lá se chamam _“trufi”_). É um pouco confuso porque nem sempre há um ponto de parada para subir e descer. Sabendo disso, recomendo de antemão baixar o aplicativo Trufi. Com ele, basta você colocar o endereço de onde está e para onde quer ir, que automaticamente ele te mostra qual transporte você deve tomar e onde você deve pedir para descer. Mais uma vez, a conexão à internet se torna indispensável, pois o aplicativo não funciona offline. Ônibus colorido em Cochabamba, Bolívia. Créditos: Gisele Rocha ## O que fazer em Cochabamba Cochabamba é uma cidade encantadora que oferece uma combinação de história, cultura e natureza. Com edifícios centenários bem preservados, festivais animados e belas paisagens, a cidade consegue agradar diferentes tipos de viajantes. A seguir, uma lista detalhada com o que fazer em Cochabamba. ### Plaza 14 Septiembre A **Praça 14 de Setembro** é um dos principais pontos turísticos de Cochabamba, com grande importância histórica. Leva esse nome por causa da revolta de 1810 para reivindicar a independência em relação à Espanha. Bem no centro da praça, no ponto de maior destaque, está o monumento que chamam de **Coluna dos Heróis**. Trata-se de um obelisco de pedra com os nomes dos cochabambinos que participaram dessa revolução, como uma forma de honrá-los. E ao lado está a **Fonte das Três Graças** , uma escultura trazida da França com a representação de três mulheres simbolizando divindades da mitologia grega: _Áglae_ , deusa da beleza e do esplendor; _Talía_ , de teatro e festividades; e _Euphrosyne_ , de júbilo e felicidade. Ao redor dela se encontram alguns edifícios importantes, como a **Prefeitura Municipal** , a **Câmara** , o antigo **Banco Nacional da Bolívia** e a imponente **Catedral Metropolitana**. Justamente por estar cercada por prédios governamentais, a praça foi e ainda é palco de manifestações políticas. Inclusive, eu presenciei alguns protestos pacíficos enquanto estava lá. Em alguns aspectos, a Praça 14 de Setembro lembra muito as pracinhas das cidades interioranas no Brasil, com crianças vestidas em seus uniformes escolares correndo pra lá e pra cá, adolescentes em conversas descontraídas, homens lendo jornais enquanto engraxates restauram os seus sapatos, mulheres fazendo crochê e pombos comendo migalhas pelo chão. Muitos pombos! A Plaza 14 de Septiembre é palco de manifestações políticas e culturais em Cochabamba, Bolívia. Créditos: Gisele Rocha Plaza 14 de Septiembre, um dos principais pontos turísticos de Cochabamba. Créditos: Gisele Rocha ### Catedral Metropolitana Basílica de San Sebastián Localizada na Plaza 14 de Septiembre, a **Catedral Metropolitana de Cochabamba** é o templo católico mais importante da cidade e apresenta uma mistura de estilos arquitetônicos, incluindo o barroco mestiço e o neoclássico, com alguns elementos indígenas agregados à fachada. Ainda do lado de fora, podemos observar a torre do relógio de 38 metros de altura, que pode ser vista a partir de vários pontos da cidade. E se você estiver com a curiosidade de saber se ele ainda marca a hora certa, a resposta é NÃO. Bem, o interior da catedral também é um arraso, com altares ricamente decorados e obras de arte religiosa retratando cenas bíblicas, querubins e imagens de santos. **Horário de visitação:** de segunda a sábado, de 8h às 20h; domingo, das 8h às 13h. **Horários de missas:** de terça a sábado às 8h; domingo às 8h e às 11h. Catedral Metropolitana Basílica de San Sebastián, Cochabamba, Bolívia. Créditos: Gisele Rocha ### Museo Arqueológico de la UMSS O **Museu Arqueológico da Universidade Maior de San Simón** conta atualmente com aproximadamente 40.000 divididas em três salas: **Sala paleontológica:** exibe em ordem cronológica uma coleção de fósseis de diversas espécies animais que existiram antes da presença humana, proporcionando uma visão fascinante da evolução da vida não apenas em Cochabamba, mas também em outras regiões da Bolívia. É uma oportunidade única para explorar o passado distante e descobrir mais sobre as antigas criaturas que habitaram a região. **Sala arqueológica:** aproximadamente 2.000 objetos dos povos pré-colombianos expostos de maneira cronológica, incluindo utensílios de pedra e osso, cerâmica, materiais têxteis, metais, múmias, esculturas de pedras representando divindades, entre outros. **Sala Etnográfica:** apresenta materiais do cotidiano de etnias e grupos amazônicos e do chaco boliviano, muitos deles passando por processo de aculturação. São oferecidas visitas guiadas em espanhol, inglês e quíchua. **Horário de visitação:** de segunda a sexta, das 8h às 186; sábado, das 8h30 às 12h30. **Preço:** 25 bolivianos. ### Iglesia y Convento de Santa Teresa Confesso que **a visita ao Convento de Santa Teresa não me fez bem** , eu saí de lá revoltada. Não vou dar _spoiler_ para não estragar o seu passeio, que você deveria fazer para entender o que acontecia com as meninas que viveram neste lugar e de lá nunca mais puderam sair. Assim como outras igrejas de Cochabamba, essa também segue o estilo barroco. O convento é bastante amplo, tem vários andares, que visitamos durante o tour para ouvir as barbaridades, digo, curiosidades sobre o funcionamento do lugar e a rotina das irmãs pertencentes à ordem das Carmelitas Descalças. Durante o passeio, visitamos os claustros, as capelas internas, vimos alguns instrumentos de tortura usados contra as irmãs que tinham surtos psicológicos ou atos de rebeldia, mas também algumas coisas interessantes, como um armário repleto de alquimias com centenas de anos de existência e também uma fábrica de velas. A igreja é inegavelmente muito bonita, com sua enorme cúpula circular que oferece luz natural, destacando as pinturas religiosas e os elementos decorativos no interior do templo. **Horário de visitação:** de domingo a sexta-feira, das 7h30 às 9h; sábado, das 8h às 10h. **Preço:** 20 bolivianos. Convento de Santa Teresa, Cochabamba, Bolívia. Créditos: Gisele Rocha Igreja do Convento de Santa Teresa, em Cochabamba, Bolívia. Créditos: Gisele Rocha ### Plaza Colón Ainda no Centro Histórico, a **Plaza Colón** é mais um espaço arborizado e bem cuidado, com uma bonita fonte no canteiro central, onde os moradores locais gostam de passar tempo e bater papo. Ao redor dessa praça encontram-se alguns ótimos bares e restaurantes, além de caixas eletrônicos e outros serviços úteis para viajantes. A Plaza Colón é um dos principais cartões postais de Cochabamba, na Bolívia. Créditos: Gisele Rocha ### El Hospicio Em espanhol, “hospício” se refere a casas de repouso, não necessariamente dedicadas a pessoas com distúrbios psíquicos, tem mais a ver com um espaço para cuidar de pessoas idosas e enfermas. E como parte desse lugar, foi erguida uma capela, que posteriormente se transformou nessa charmosa igreja de adobe em estilo neoclássico, com rica ornamentação barroca e alguns elementos bizantinos. **Horários de missas:** de segunda sexta, das 9h às 12h e das 14h30 às 18h; sábado, das 9h às 12. **Preço:** entrada gratuita. ### Paseo El Prado O **Paseo El Prado** é o pulmão de Cochabamba. Um calçadão com muitas árvores, canteiros cheios de flores e algumas fontes de água iluminadas com led. Andando por aqui a gente vê claramente a transição entre o Centro Histórico, com suas construções coloniais, para a área mais moderna da cidade, com edifícios bem altos e espelhados. O passeio termina na **Plaza de las Banderas** , que representa a união dos povos americanos, exibindo a bandeira de cada um deles. Vira e mexe acontece algum evento por ali. ### Palacio Portales Muitos viajantes negligenciam o **Palacio Portales** quando estão escolhendo quais pontos turísticos de Cochabamba irão visitar. Esta é uma mansão opulenta construída em 1927 pelo milionário boliviano Simón Patiño, conhecido como “o barão do estanho”, e foi projetada pelo renomado arquiteto francês Eugene Bliault. Para se ter uma ideia da grandiosidade, imagine um palácio em estilo europeu, com materiais de alta qualidade importados da Europa, como mármore de Carrara, madeira francesa e tapeçarias italianas. Os jardins e o exterior foram inspirados no **Palácio de Versalhes** , enquanto a sala de jogos imita a Alhambra de Granada e o salão principal reflete o design da **Cidade do Vaticano**. É possível fazer um tour guiado em inglês ou espanhol, que dura cerca de uma hora. Um programa muito interessante para quem curte saber histórias e curiosidades sobre os lugares que visita. **Horário de visitação:** de terça a sexta, das 9h às 19h; sábado e domingo, das 10h às 13h. **Preço:** acesso gratuito aos jardins e 20 bolivianos para conhecer o interior do palácio. ### Cristo de la Concordia Assim como no Rio de Janeiro, o principal cartão postal da cidade é uma estátua gigantesca do Cristo. E sinto muito em informar, mas o **Cristo de la Concordia** desbanca o Redentor no que diz respeito à altura. O Cristo de Cochabamba é o mais alto do mundo, com 40,44 metros. Para chegar lá, você tem a opção de pagar os seus pecados subindo 1.250 degraus ou subir no conforto de um teleférico enquanto contempla a vista e se apieda dos que estão subindo a pé. E aqui, lembre-se do conselho da sua mãe e leve um casaco. Quem vê minhas fotos de vestidinho, não imagina o frio que eu estava passando. Lá em cima venta muito! Mas a vista é sensacional, principalmente durante o pôr do sol. **Horário de visitação:** todos os dias, das 8h às 19h30. **Horário de funcionamento do teleférico:** de terça a domingo, das 10h às 17h. **Preço:** a entrada gratuita, porém o custo do teleférico é de 14 bolivianos para subir e descer. ### Parque de la Familia Seu grande atrativo são as fontes interativas, que fazem a alegria dos pequenos. E embora funcione durante todo o dia, é à noite que a magia acontece. As fontes são iluminadas com luzes de led que mudam de cor e dançam no ritmo das músicas, enquanto vídeos de Cochabamba e da Bolívia são projetados no telão. O espetáculo dura aproximadamente 30 minutos, sendo que o primeiro começa às 20h e o segunda às 21h30. **Horário de visitação:** de terça a domingo, das 14h às 22h. **Preço:** 8 bolivianos. ### Mirador de Cochabamba O relevo de Cochabamba propicia a formação de mirantes, de onde se pode ter uma vista magnífica de toda a cidade, que fica ainda mais bonita à noite, sob a luz do luar. Eu sempre recomendo sair com outras pessoas, principalmente para lugares desse tipo. Eu fui com outros viajantes que estavam no mesmo hostel que eu. Compramos algumas bebidas no caminho e partimos. Não se esqueça do agasalho, porque as noite em Cochabamba são frias e o vento é cortante! ### Mercado La Cancha Este é um lugar que não pode ficar de fora da sua lista com o que fazer em Cochabamba! E acho bom você reservar ao menos uma tarde inteira para andar pelas ruas, olhar os produtos com calma e comer alguma coisinha se você tiver vontade (e coragem). Bem, o que chamam de **Mercado La Cancha** na verdade é um conjunto de cinco mercados, sendo o principal deles o **Mercado La Pampa**. Quando estiver procurando no Google Maps, é esse nome que você tem que digitar. Fica a dica! E aqui você encontra de tudo: roupas, sapatos, artesanatos, instrumentos musicais, comidas típicas, cosméticos de procedência duvidosa e até carros usados. Mantenha cuidado redobrado com os seus pertences! Ande com a bolsa na frente do corpo e nem pense em dar bobeira com o celular. A mão leve corre solta por aqui! Cholita no Mercado La Cancha, Cochabamba. Créditos: Gisele Rocha Compra de artesanato na Bolívia vale a pena. Créditos: Gisele Rocha Artesanato no Mercado La Cancha, Cochabamba, Bolívia. Créditos: Gisele Rocha Passeando pelo Mercado La Cancha, Cochabamba. Créditos: Gisele Rocha ## Roteiro de 2 dias em Cochabamba Depois de mostrar a você o que fazer em Cochabamba, resolvi disponibilizar o roteiro que eu fiz durante a minha estadia na cidade, com os pontos turísticos que me interessavam. Adapte como quiser, você já tem um mapa para te auxiliar. ### 1º dia * Plaza 14 Septiembre * Catedral Metropolitana * Museo Arqueologico de la UMSS * Museo Convento Santa Teresa * Mercado La Cancha * Mirador de Cochabamba ### 2º dia * Plaza Colon * El Hospicio * Paseo El Prado * Palacio Portales * Cristo de la Concordia * Parque de la Familia ## Vida noturna em Cochabamba Há muito o que fazer em Cochabamba durante o dia, mas também à noite. Por ser uma cidade universitária, a vida noturna é vibrante, com vários bares e boates animados. Segura esta lista: * **Calle España:** é a rua onde fica o Running Chaski, conhecida entre os cochabambinos pelos bares e boates (mas esse barulho não chega ao hostel e não atrapalha o soninho de ninguém). Após às 21h o movimento começa a ficar mais intenso, você encontrará uma atmosfera animada, com pessoas aproveitando a música, dançando e socializando. * **Parlana:** essa é uma experiência muito interessante. Ao chegar, você cola na sua roupa as bandeirinhas referentes aos idiomas que você fala e assim, entre uma música e outra, um drink e outro, você pode conversar (e flertar) em diferentes línguas. Ou com diferentes línguas, se é que você me entende. * **Mandarina Lounge:** fomos a este lugar depois da Parlana, às 3h da manhã de uma quarta-feira. Eu poderia dizer que o lugar é bacana, com boa estrutura e músicas animadas, mas quem chega a uma festa a essa hora não está muito preocupado em ser criterioso, né? ## Mapa turístico de Cochabamba Para facilitar o planejamento da viagem, aqui está um mapa com os **pontos turísticos de Cochabamba** , o hostel onde me hospedei e a marcação do terminal rodoviário. Você pode baixar para usar _offline_ , só não fique dando bobeira com o celular na mão pelas ruas da cidade. ## Viaje tranquilo para Cochabamba Estradas sinuosas e mal iluminadas, somadas a ônibus sem manutenção. Essa combinação torna as viagens dentro da Bolívia uma aventura perigosa, mas não há escapatória. A única medida que você pode (e deve) tomar a fim de minimizar os impactos de um possível é adquirir um plano de seguro viagem para a Bolívia, que custa menos de R$ 9 por dia e garante cobertura médica nos melhores hospitais do país, incluindo traslado, consultas, exames e internações. Disponibilizamos alguns cupons de desconto para que você possa economizar sem abrir mão da sua própria segurança. **Deixar de contratar seguro viagem para cortar custos não é uma decisão inteligente!** **TEMCARNAVAL** _Esse cupom dá direito a**35% de desconto**._ __ver todos os cupons 1. Acesse a página da Seguros Promo 2. Preencha as datas de sua viagem e escolha um destino 3. Selecione a apólice 4. Utilize o cupom na etapa de pagamento **Cupom temporário válido até 28/02/2026** ## Conheça outros destinos na Bolívia Agora que você já sabe o que fazer em Cochabamba, onde ficar e como se deslocar na cidade, que tal conhecer outros destinos na Bolívia e planejar o seu itinerário? * Seguro viagem para a Bolívia: quais são os pré-requisitos? * Roteiro de 4 dias em La Paz e arredores * Atacama e Uyuni: A viagem que eu faria se eu fosse de novo! * Roteiro de 30 dias pela América do Sul com 6 mil reais
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January 30, 2026 at 11:07 PM
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70 atrações gratuitas em Londres
Viajar para a **Inglaterra** pode ser mais barato do que você imagina! Eu mesma me surpreendi com a quantidade de **atrações gratuitas em Londres**. É possível montar um roteiro de mais de uma semana sem gastar nada com passeios! A lista inclui museus renomados, mercados cheios de charme, igrejas históricas, galerias de arte, parques e uma agenda cultural diversificada. E pra quem quer economizar ainda mais, preparei uma lista com dicas de onde comer bem e barato em Londres, além de opções de hospedagens com ótima localização e preços acessíveis. Vem comigo descobrir **o que fazer de graça em Londres** e aproveitar a cidade sem ir à falência! Atrações gratuitas em Londres. Créditos: Aron Van de Pol / Fonte: Unsplash Navegue pelo post * Walking tours * Museus * Galerias de Arte * Bibliotecas * Igrejas * Pontes * Parques * Mercados * Teatros * Pubs e música ao vivo * Outras atrações gratuitas em Londres * Mapa de atrações gratuitas em Londres ## Walking tours Os _free walking tours_ (ou passeios a pé gratuitos) são uma das formas mais legais de conhecer uma cidade ou determinado bairro dela. Caminhando pelas ruas com um guia local, você não só vê os pontos turísticos, mas entende o contexto, escuta curiosidades e ainda descobre detalhes que passariam batido se estivesse andando sozinho. Além dos roteiros tradicionais, também existem **tours temáticos** , que passam por cenários de filmes famosos, trilhas por lugares marcantes da vida de artistas icônicos, lendas envolvendo lugares históricos e muito mais. A Civitatis, por exemplo, oferece mais de 10 roteiros diferentes de free walking tour em Londres, com passeios que duram entre duas e três horas. Para participar, basta colocar seu nome na lista do tour desejado. **Você não paga nada para a plataforma** , mas é comum — e justo — deixar uma gorjeta para o guia, como forma de agradecer pelo tempo e pelas histórias compartilhadas. ## Museus Os museus gratuitos em Londres são alguns dos melhores do mundo. São formados por acervos riquíssimos, dá para ver desde múmias egípcias até obras de arte contemporânea, tudo sem custo! As exposições são de temas variados, e é certo que algum deles irá te agradar. ### British Museum O British Museum tem entrada gratuita o ano inteiro. Créditos: Dave Green / Fonte: Flickr Se eu tivesse que escolher um único museu para visitar em Londres, escolheria o British Museum, com certeza! Ele é o museu público mais antigo do mundo (fundado em 1753) e seu acervo é tão impressionante quanto contraditório, uma vez que guarda relíquias de vários países, inclusive peças que mudaram o rumo da arqueologia, como a Pedra de Roseta. Você caminha entre esfinges, estátuas gregas, templos egípcios, moais da Ilha de Páscoa e relíquias orientais, tudo no mesmo prédio. As galerias são bem organizadas, com explicações claras, e não é difícil se perder por horas ali dentro. **Horário de funcionamento:** todos os dias, das 10h às 17h. Às sextas-feiras, até às 20h30. É necessário reservar com antecedência. ### Victoria & Albert Museum Victoria & Albert Museum está aberto ao público com entrada gratuita. Créditos: Tom Spaulding / Fonte: Flickr É quase um sonho pensar que o maior museu de decorações, artes e design do mundo inteiro oferece ingresso gratuito a seus visitantes. Em vez de grandes pinturas ou esculturas clássicas, no Victoria & Albert Museum você encontra moda histórica, tapeçarias, cerâmica, joias, móveis, figurinos, fotografias e objetos de diferentes culturas e séculos. É o tipo de lugar onde você entra pra ver uma coisa e acaba fascinado por outra completamente inesperada! **Horário de funcionamento:** diariamente, das 10h às 17h45. Às sextas o museu fica aberto até às 22h. ### London Museum O London Museum conta a história da cidade de um jeito que cativa os visitantes. Em vez de longas datas e fatos soltos, o museu traça uma linha do tempo da Londres romana ao presente através de objetos do cotidiano, maquetes detalhadas, vídeos e cenários que recriam diferentes épocas. Você anda por ruas simuladas do passado, vê como era uma casa durante o **Grande Incêndio** , acompanha a reconstrução pós-guerra e até explora os bastidores da vida urbana moderna. É um espaço que ajuda a entender Londres não como um destino turístico, mas como uma cidade com camadas, memórias, crises e reinvenções. **Ideal pra quem quer mais do que fotos bonitinhas** , quer contexto. **Horário de funcionamento:** todos os dias, das 10h às 17h. ### Science Museum O Science Museum fala sobre tecnologia, espaço, saúde, comunicação e transporte, mas de um jeito que não tem nada de entediante. Tem foguete de verdade, simuladores, experiências interativas e exposições que misturam ciência com história. Dá pra ver desde as primeiras invenções até as ideias que estão moldando o futuro. Muitas seções são voltadas pra crianças, mas os adultos ficam tão entusiasmados quanto os pequenos. Você anda pelos corredores e, sem perceber, está aprendendo sobre **física, medicina ou inteligência artificial**. É aquele tipo de visita que aguça a curiosidade! **Horário de funcionamento:** todos os dias, das 10h às 18h. Fechado todos os anos entre os dias 24 e 26 de dezembro. ### Natural History Museum Esqueleto de dinossauro no Natural History Museum, que tem entrada gratuita. Créditos: Bruno Souza / Fonte: Unsplash O Natural History Museum é um dos museus gratuitos em Londres que deixam crianças e adultos com os olhos brilhando. Logo no saguão principal, um esqueleto de dinossauro gigante dá as boas-vindas. Mas o impacto não para por aí! O museu explora tudo que envolve o planeta: fósseis, minerais, oceanos, vulcões, vida humana, evolução. Tem até **meteoritos de Marte**! Há salas que simulam terremotos, outras que explicam o corpo humano com recursos interativos. A arquitetura também é uma atração à parte, já que o prédio parece um castelo saído de um livro. **Horário de funcionamento:** todos os dias, das 10h às 17h50 (última entrada às 17h30). Fechado anualmente entre 24 e 26 de dezembro. ### Bank of England Museum Pouca gente coloca o Bank of England Museum no roteiro, mas quem entra sai com a sensação de ter descoberto um segredo bem guardado. O museu fica dentro do próprio **Banco Central britânico** e mostra, de forma lúdica, como o dinheiro circula, de onde vem o valor das moedas e como crises, guerras e decisões econômicas moldaram a história da Inglaterra. Entre **documentos antigos, notas curiosas e moedas raras** , o destaque vai para o lingote de ouro de 13 quilos que você pode tentar levantar com as próprias mãos. Melhor você começar a malhar para não passar vergonha! **Horário de funcionamento:** de segunda a sexta, das 10h às 17h (última entrada às 16h45). Fechado aos finais de semana e feriados. ⚠️ Use o cupom de desconto VIAJEIBONITO20 para ter 20% de desconto no seguro viagem. Pagando pelo PIX, você garante mais 5% OFF! ### Museum of the Home O Museum of the Home, antes chamado de **The Geffrye Museum** , é um daqueles lugares que contam histórias sem precisar de grandes acontecimentos. Em vez de focar em reis, guerras ou marcos históricos, ele olha pra dentro das casas, mostrando como as pessoas viveram, decoraram, cozinharam, descansaram e se relacionaram ao longo dos séculos. Você percorre salas recriadas com móveis, objetos e detalhes de diferentes épocas. O mais curioso é perceber o quanto o cotidiano muda com o tempo. O mesmo vale para o jardim, que além de transmitir conhecimento, convida a um delicioso piquenique em dias ensolarados. **Horário de funcionamento:** de terça a domingo, das 10h às 17h. ### Imperial War Museum Imperial War Museum tem um acervo de cartas e objetos pessoais de soldados. Créditos: Francais a Londres / Fonte: Unsplash O único motivo que me levou a incluir o Imperial War Museum​ nesta lista de museus gratuitos em Londres é que ele não é sobre celebrar batalhas e exaltar vitórias, **o foco é mostrar o impacto da guerra na vida das pessoas**. As exposições mostram cartas de soldados, diários, fotografias, objetos pessoais e gravações. Você vai passando por histórias que falam de medo, coragem, perda, decisões difíceis e vidas recomeçadas. A Primeira e a Segunda Guerras estão bem documentadas, mas o museu também aborda conflitos mais recentes e temas como o Holocausto, a espionagem e o **papel das mulheres em tempos de guerra**. É impossível sair indiferente. A visita **mexe mais com o emocional do que com o intelecto** , e talvez por isso tenha ficado tão viva na minha memória. **Horário de funcionamento:** todos os dias, das 10h às 18h. ### Wallace Collection A Wallace Collection fica na Manchester Square, uma praça tranquila em Marylebone, não muito longe do agito de Oxford Street. Instalado na antiga **Hertford House** , o museu ocupa o que já foi uma residência aristocrática, e essa origem ainda se sente em cada sala. A coleção foi formada ao longo de gerações pela **família Seymour** e reúne pinturas europeias, móveis franceses, porcelanas, armas, armaduras e objetos que atravessam séculos. No pátio interno, há um café sob claraboia, ótimo para estender a visita um pouco mais, sem pressa. **Horário de funcionamento:** todos os dias, das 10h às 17h. ### Wellcome Collection A Wellcome Collection é um espaço diversificado, com exposições, performances teatrais, rodas de conversa e eventos diversos. A temática central é o **corpo humano e como lidamos com ele** ao longo do tempo. As exposições misturam ciência, arte, história e cultura de um jeito que faz você pensar, sem parecer uma aula. Dá pra ver instrumentos médicos antigos ao lado de questionamentos sobre saúde mental, espiritualidade, envelhecimento, dor e prazer. Não tem respostas prontas, só provocações inteligentes e inesperadas. **Horário de funcionamento:** de terça a sexta, das 10h às 18h. Nas quintas-feiras, permanece aberto até às 20h. ## Galerias de Arte As galerias de arte merecem destaque na lista de atrações gratuitas em Londres, já que oferecem experiências visuais intensas em espaços lindos, silenciosos e cheios de histórias. ### National Gallery Entrar na National Gallery é um privilégio! Enquanto em Paris os turistas pagam caro e fazem fila para verem a Monalisa no Louvre, em Londres é possível ficar frente à frente com algumas das pinturas mais marcantes da Europa, incluindo obras-primas de **Giotto** , **Van Gogh** , **Cézanne** , **Botticelli** , **Velázquez** , **Monet** , **Renoir** e **Da Vinci**. Sem pagar nada! As salas seguem uma ordem cronológica, o que permite acompanhar a transformação dos estilos ao longo dos séculos. A luz natural, os tetos altos e a disposição cuidadosa das obras fazem com que o olhar circule sem esforço. Mesmo quem não tem familiaridade com arte encontra aqui algo que encanta. **Horário de funcionamento:** todos os dias, das 10h às 18h; sexta-feira até às 21h. Fechado anualmente entre os dias 24 e 26 de dezembro e no dia 1º de janeiro. ### National Portrait Gallery Reaberta após uma longa reforma, a National Portrait Gallery mostra a história britânica por meio de rostos. A ideia é simples, mas interessante: retratos de figuras que marcaram época, de Shakespeare a Stormzy, passando por rainhas, ativistas, escritores, artistas e pessoas anônimas. O que começa como uma visita a pinturas acaba se tornando uma **reflexão sobre imagem, memória e representação**. As novas salas estão mais abertas, com uma curadoria que valoriza tanto o impacto visual quanto o contexto de cada retrato. É um passeio contemplativo, que revela como olhamos para os outros e nos faz pensar em como queremos ser vistos. **Horário de funcionamento:** de domingo à quinta, das 10h30 às 18h; sexta e sábado, das 10h30 às 21h. ### Tate Modern Tate Modern funciona em uma antiga usina com obras de artistas consagrados e entrada gratuita. Créditos: Annie Spratt / Fonte: Unsplash A Tate Modern ocupa uma **antiga usina às margens do Tâmisa** com instalações imersivas, esculturas ousadas, vídeos, arte sonora e pinturas que provocam mais do que explicam. O acervo cobre nomes como **Andy Warhol** , **Matisse** , **Picasso** , **Rothko** , **Bonnard** , **Bourgeois** e **Dali** , mas também dá espaço a artistas contemporâneos que exploram temas como identidade, política, corpo e tecnologia. Subir até o último andar para ver a cidade de cima, com calma, também faz parte da experiência! Se está procurando o que fazer de graça em Londres, essa é uma opção que atende a diferentes perfis. **Horário de funcionamento:** todos os dias, das 10h às 18h. ### Tate Britain Tate Britain é um dos passeios gratuitos em Londres. Créditos: Miguel Sousa / Fonte: Unsplash Se a Tate Modern é ousadia e experimentação, a **Tate Britain** é contemplação e permanência. Ela reúne uma das maiores coleções de arte britânica do mundo, desde os tempos de Shakespeare até o presente. Você vai encontrar obras de **J.M.W. Turner** , que pintou o mar e a luz como ninguém, retratos de época, cenas do cotidiano inglês, além de trabalhos mais modernos. As salas são silenciosas, com uma luz suave e um ritmo quase meditativo. O prédio em si já é imponente, mas é a seleção e a disposição das obras que criam a atmosfera. É um ótimo lugar pra entender o imaginário visual da Inglaterra. **Horário de funcionamento:** todos os dias, das 10h às 18h. ### Royal Academy of Arts A Royal Academy of Arts ocupa um dos prédios mais imponentes de Piccadilly, mas o que acontece lá dentro é tudo menos formal. Fundada por artistas e dirigida por eles até hoje, a galeria mantém uma relação viva com a criação, exibindo obras históricas, sim, mas também abrindo espaço para experimentações, debates e novas vozes. Vale a visita! **Horário de funcionamento:** de terça a domingo, das 10h às 18h; sexta-feira até às 21h. ### Guildhall Art Gallery A Guildhall Art Gallery passa facilmente despercebida, e talvez seja exatamente isso que torna a visita tão especial. Escondida no coração de Londres, ela abriga um acervo que mostra como a arte britânica representou a cidade ao longo dos séculos. No subsolo, uma surpresa: as **ruínas do maior anfiteatro romano da cidade** , preservadas sob o chão da galeria por mais de 2.000 anos! A visita flui em silêncio, sem multidões, com tempo para observar. É um dos lugares gratuitos para conhecer em Londres se você de fugir do comum. **Horário de funcionamento:** todos os dias, das 10h às 17h. ### Orleans House Gallery A **Orleans House Gallery** não está no centro da cidade, ela fica em Twickenham, às margens do Tâmisa, rodeada por árvores e silêncio. Mais do que um ponto turístico gratuito para visitar em Londres, é um lugar para conhecer despretensiosamente. O acervo é focado em arte local e exposições temporárias, com temas que giram em torno de comunidade, natureza e memória. Você vai perceber que até o cenário parece uma pintura: o jardim, a curva do rio, a luz entrando pelas janelas do **salão octogonal**. Tudo convida a andar devagar e olhar com calma. **Horário de funcionamento:** de segunda a sexta, das 9h às 17h. ### Saatchi Gallery A **Saatchi Gallery** é conhecida por ter lançado ou impulsionado a carreira de muitos artistas contemporâneos que depois se tornaram **nomes de peso no cenário internacional**. Entre eles Andy Warhol, Cy Twombly, Richard Artschwager, Donald Judd, Eva Hesse e Agnes Martin, além de outros talentos do século XXI, entre os quais podemos citar Damien Hirst, Jake & Dinos Chapman, Tracey Emin, Marc Quinn, entre outros. O espaço é amplo, arejado, e deixa a arte respirar. As **exposições mudam com frequência** , mas a proposta é sempre a mesma: provocar, instigar, fazer pensar. **Horário de funcionamento:** todos os dias, das 10h às 18h. ### Serpentine Gallery Pavilhão temporário de 2025 na Serpentine Gallery. Créditos: Steve Reed / Fonte: Flickr A Serpentine Gallery fica em **Kensington Gardens** , um dos parques reais mais bonitos de da Inglaterra. São dois edifícios separados por uma curta caminhada: a **Serpentine South** , em um antigo pavilhão clássico, e a **Serpentine North** , instalada em uma antiga casa de tijolos reformada com um anexo moderno. Ambos contam como atrações gratuitas em Londres. A programação gira em torno da arte contemporânea e apresenta trabalhos de artistas do mundo inteiro, sempre com propostas que conversam com o espaço. De **junho a outubro** , o jardim da galeria abriga um pavilhão temporário criado por um arquiteto convidado (Oscar Niemeyer já foi um deles!). A instalação muda a cada ano e se tornou um evento por si só. **Horário de funcionamento:** segunda-feira, das 12h às 18h; terça à sexta-feira, das 10h às 18h; sábado e domingo, das 10h às 19h. ### Camden Art Centre O Camden Art Centre fica em um antigo prédio vitoriano em **Finchley Road** , um pouco afastado do centro de Londres, mas fácil de chegar de metrô. Aqui, o foco está em arte contemporânea, com exposições que valorizam o processo criativo, a pesquisa e o diálogo entre artista e público. Muitos dos projetos são feitos especialmente para este espaço, o que dá um caráter vivo e sempre mutável às salas. É uma das atrações gratuitas em Londres que passam fora do radar turístico, mas merecem atenção. Além das mostras, há oficinas, conversas e um jardim que vale a pena explorar. Aproveite que está no bairro para conhecer os lugares frequentados por Amy Winehouse em Camden Town. **Horário de funcionamento:** todos os dias, das 11h às 18h; quinta-feira até às 21h. Powered by GetYourGuide ## Bibliotecas Se você pensa em pular a seção de bibliotecas gratuitas em Londres imaginando que são lugares monótonos e empoeirados, estará perdendo a oportunidade de verde perto algumas relíquias da cultura pop. ### The British Library A British Library guarda manuscritos preciosos, que podem ser vistos pelo público gratuitamente. Créditos: Mike Peeln / Fonte: Wikimmedia Commons A British Library visit chama atenção pelo tamanho, mas o mais interessante é o que está guardado ali, à vista de todos. Na **Treasures Gallery** , aberta ao público, você encontra rascunhos de músicas dos Beatles escritos à mão por John Lennon, cadernos de Leonardo da Vinci, manuscritos de Shakespeare, mapas antigos e um exemplar da Magna Carta. Tudo isso disponível gratuitamente, sem fila, sem pressa. Fora dali, há exposições temporárias, um auditório com programação cultural e uma das livrarias mais irresistíveis da cidade. Sem tempo para tédio! **Horário de funcionamento:** de segunda a quinta, das 9h30 às 20h; sexta-feira, das 9h30 às 18h; sábado, das 9h30 às 17h e domingo, das 11h às 17h. ### Barbican Library No meio do concreto brutalista do **Barbican Centre** , um dos maiores complexos culturais da Europa, a **Barbican Library** aparece como um refúgio, com espaços agradáveis para leitura, exposições pequenas que mudam com frequência e uma seção musical recheada de partituras, CDs e gravações raras. Apesar do ambiente silencioso, não há rigidez. O clima é leve, com gente estudando, explorando ou apenas fazendo uma pausa do agito lá fora. O que torna essa biblioteca especial não é o tamanho nem a fama, mas o fato de fazer parte da vida cotidiana da cidade. Para quem busca **o que fazer de graça em Londres fora do roteiro comum** e quer viver como um morador local, essa pode ser uma opção interessante. **Horário de funcionamento:** de segunda à sexta-feira, das 9h30 às 17h30; sábado, das 9h30 às 16h e fechado aos domingos. ### Senate House Library Imponente por fora, surpreendente por dentro. A**Senate House Library** pertence à Universidade de Londres e é cercada por história. O prédio em estilo art déco serviu de inspiração para o Ministério da Verdade no romance _1984_ , de **George Orwell**. Ainda que o acesso completo ao acervo seja voltado a estudantes e pesquisadores, os visitantes são bem-vindos nos espaços de entrada, onde há exposições temporárias, mostras de documentos raros e uma livraria discreta, mas com boa curadoria. Vale também **prestar atenção na arquitetura** : os corredores, as escadarias e os detalhes do edifício são deslumbrantes. Vale uma parada rápida. **Horário de funcionamento:** de segunda à sexta, das 9h às 23h; sábados e domingos, das 9h45 às 21h. ## Igrejas As igrejas estão entre as atrações gratuitas de Londres, e algumas delas são impressionantes! Além da arquitetura marcante, esses espaços revelam histórias curiosas, detalhes escondidos e uma atmosfera de silêncio que contrasta com o ritmo acelerado das ruas e roteiros turísticos. ### St Paul's Cathedral É possível visitar o interior da St Paul's Cathedral de graça em Londres. Créditos: Nina Ali / Fonte: Flickr Embora a entrada na St Paul’s Cathedral normalmente seja paga, há **formas legítimas de conhecê-la gratuitamente**. Participar de um dos cultos diários é a maneira mais simples de entrar de graça. A catedral recebe o público para orações, missas anglicanas e o belo **Choral Evensong** , que acontece no fim da tarde. Nessas ocasiões, o acesso é restrito à nave principal, **sem a possibilidade de circular pela cúpula** , mas ainda assim a experiência é impressionante. De tempos em tempos, a igreja também abre as portas para concertos gratuitos e eventos especiais. E em datas como o Open House London, pode haver acesso ampliado sem cobrança. **Horários para entrar gratuitamente na St Paul’s Cathedral:** * **Oração da manhã:** todos os dias, às 7h30. * **Eucaristia:** de segunda a sábado, às 8h e 12h30; domingo às 8h, 11h15 e 17h30. * **Choral Evensong:** de segunda a sábado às 17h e domingo às 15h. Duração de 45 minutos. * **Recital de órgão:** domingo, às 16h30. Duração de 30 minutos. **⚠️ ATENÇÃO!** Se o objetivo for conhecer tudo dentro da **St Paul’s Cathedral** (cripta, cúpula e galerias) será necessário comprar o ingresso regular. Minha sugestão é que você reserve online, para ter direito a 10% de desconto. ### Westminster Abbey Como conseguir entrada gratuita na Westminster Abbey, em Londres. Créditos: Cameron Mourot / Fonte: Unsplash A Westminster Abbey é uma das atrações mais visitadas em Londres e também um lugar de grande importância histórica, já que desde 1066 todas as coroações de monarcas britânicos aconteceram ali. Foi também cenário de casamentos reais, funerais de Estado e homenagens a nomes como Stephen Hawking, Charles Darwin e Elizabeth II, cujos túmulos estão sob o piso da abadia. A visita tradicional é paga, mas também é possível entrar gratuitamente participando das **missas** , **orações matinais** e assistindo aos **corais** , que são uma tradição de mais de mil anos! Nesses momentos, o acesso é mais restrito, mas ainda assim dá para sentir a imponência do espaço, cercado por séculos de história. **Horários para entrar gratuitamente na Westminster Abbey:** * **Oração da manhã:** de segunda a sexta-feira, às 7h30; sábado às 8h40. * **Oração da noite:** quarta-feira, com horários variáveis (confira a agenda) * **Comunhão sagrada:** de segunda à sexta-feira, às 8h e às 12h30; sábado e domingo, às 8h. * **Eucaristia cantada:** geralmente aos domingos às 11h15 (confira os horários para as datas da sua viagem) * **Choral Evensong:** domingo, segunda, terça, quinta e sexta às 17h. * **Recital de órgão:** domingo, às 17h. ### Southwark Cathedral Você não precisa pagar nada para conhecer a **igreja mais antiga de Londres** , um exemplar magnífico da arquitetura gótica levantado em 1212, após um incêndio ter devastado a construção anterior, que era no estilo romano. A visita à **Southwark Cathedral** ​ é gratuita, você pode simplesmente entrar, passear pela nave principal e se perder pelos detalhes históricos. Observando atentamente, você verá um vitral em homenagem a **Shakespeare** , que costumava frequentar a catedral. Também poderá notar marcas dos bombardeios da Segunda Guerra e até um espaço dedicado à **Doorkins Magnificat** , a gatinha que ali, como se fosse guardiã da catedral. **Horário de funcionamento:** de segunda a sábado, das 9h às 16h; domingo, das 8h30 às 17h. **Visitas guiadas:** às segundas, quartas e sextas à tarde, com agendamento direto na igreja. ### St Martin-in-the-Fields Church Bem no canto da **Trafalgar Square** , entre artistas de rua e o vai e vem de turistas, está a St Martin-in-the-Fields, uma igreja com alma de palco. Por fora, ela pode até parecer apenas mais uma construção antiga do centro de Londres, mas por dentro abriga uma **programação cultural surpreendente**. Concertos de música clássica à luz de velas, ensaios abertos, exposições temporárias e até uma cafeteria instalada na cripta. A entrada na igreja é gratuita, e mesmo sem assistir a um concerto, já vale sentar-se por alguns minutos, observar os vitrais contemporâneos e deixar o som ambiente dissolver o barulho da cidade lá fora. **Horário de funcionamento:** todos os dias, das 9h às 17h. **Visitas guiadas:** quartas-feiras, às 14h. ### St Bride's Church St Bride's Church é a igreja dos jornalistas em Londres. Créditos: Ian Razey / Fonte: Flickr Dizem que a inspiração para os tradicionais bolos de casamento em camadas empilhadas veio de um lugar surpreendente: a torre da **St Bride’s Church**. Por isso, essa igreja acabou ganhando o apelido curioso de _“igreja dos confeiteiros”_. Outra curiosidade é que, por estar no coração da antiga sede da imprensa britânica, a St Bride’s virou um **símbolo do jornalismo**. Dentro da igreja, há memoriais dedicados a repórteres e correspondentes de guerra no interior da igreja. Além disso, são celebradas **missas especiais para jornalistas** , sobretudo aqueles que morreram cobrindo conflitos ao redor do mundo. O ponto alto do passeio é, sem dúvida, a **descida às profundezas da cripta**. Entre paredes silenciosas, estão alguns vestígios de tempos remotos, com relíquias escavadas no próprio local. Você verá fundações romanas, estruturas saxônicas e um pequeno museu que narra a história da igreja desde a sua fundação até os dias sombrios da Segunda Guerra Mundial. Para quem gosta de passeios incomuns, esse é um dos que valem a pena! **Horário de funcionamento:** de segunda à sexta, das 8h às 17h; sábado, das 10h às 15h30 e domingo, das 10h às 18h30. ## Pontes As pontes têm uma importância que vai muito além da função prática de ligar margens do Tâmisa. Elas foram cenários de momentos decisivos da história britânica e são parte essencial da identidade da cidade. Estão na lista de passeios gratuitos em Londres que funcionam 24 horas por dia e não exigem nada além de atenção e curiosidade. ### London Bridge A **London Bridge** é discreta, mas tem uma história longa e cheia de capítulos curiosos. A primeira ponte nesse local foi construída pelos romanos há quase **dois mil anos**. Desde então, várias versões foram erguidas e substituídas. A mais famosa foi a medieval, cheia de casas e lojas empilhadas sobre seus arcos, parecida com a **Ponte Vecchio** , em Florença. No século XIX, ela foi reconstruída em pedra para dar conta do tráfego moderno. Mas mesmo essa versão foi trocada em 1973, quando foi desmontada e vendida, pedra por pedra, para um empresário americano que a levou para o **Arizona** , nos Estados Unidos. A London Bridge atual é funcional, de concreto, e passa despercebida por muitos turistas. Mas quem para e observa, percebe que está pisando num ponto onde Londres literalmente começou. ### Westminster Bridge Westminster Bridge com o Parlamento e Big Ben ao fundo. Créditos: Claudio Schwarz / Fonte: Unsplash A **Westminster Bridge** é uma das pontes mais fotogênicas de Londres, já que emoldura com perfeição o Parlamento e o Big Ben de um lado e revela a London Eye do outro. Cruzá-la a pé é quase inevitável para quem está explorando o centro da cidade. A estrutura atual é de 1862 e chama atenção pelo tom esverdeado, escolhido para combinar com os assentos da Câmara dos Comuns, que fica logo ali ao lado. ### Tower Bridge A Tower Bridge é um dos cartões-postais de Londres. Créditos: Suho Media / Fonte: Unsplash A Tower Bridge é uma das pontes emblemáticas de Londres. Quando foi inaugurada, há mais de 130 anos, era considerada uma solução genial para conectar as margens do Tâmisa sem interromper o tráfego fluvial que, na época, era intenso. Até hoje **a ponte se abre ao meio para permitir a passagem de embarcações** , e esse espetáculo de engenharia pode ser visto por qualquer pessoa, **de graça**. As aberturas são programadas e os horários podem ser consultados no site oficial da ponte. A **travessia a pé pela parte inferior da Tower Bridge também é gratuita**. Mas quem quiser subir às passarelas de vidro e visitar a sala de máquinas vitoriana, precisa comprar ingresso. Ali de cima, a vista para o Tâmisa, com a **Torre de Londres** de um lado e os arranha-céus da City do outro, revela bem o contraste entre o passado e o presente da cidade. **Curiosidade:** durante a Segunda Guerra Mundial, a Tower Bridge foi pintada de um tom escuro para camuflagem. O visual azul e branco que conhecemos hoje só surgiu em 1977, em homenagem ao Jubileu de Prata da Rainha Elizabeth II. **Horário de funcionamento:** * **Para carros e pedestres:** todos os dias, 24 horas por dia. * **Visita à torre e sala de máquinas:** todos os dias, das 9h30 às 16h30. Ingressos precisam ser comprados com antecedência. Powered by GetYourGuide ### Waterloo Bridge Infelizmente, poucas pessoas conhecem a história da **Waterloo Bridge** , que enaltece a força das mulheres. A ponte original foi inaugurada em 1817, no entanto, com o tempo, a estrutura deteriorou-se e precisou ser demolida. A versão que vemos hoje foi concluída em 1945, durante a **Segunda Guerra Mundial** , e, como os homens estavam servindo nas frentes de batalha, grande parte da mão de obra que reconstruiu a ponte era composta por**mulheres em funções tradicionalmente masculinas**. Eram engenheiras, operárias, carpinteiras e ajudantes que cortaram pedras, carregaram materiais e trabalharam para que o projeto saísse do papel. Por isso, a Waterloo Bridge é muitas vezes chamada, com carinho e justiça, de _“The Ladies’ Bridge”_. Além disso, esse é um dos **melhores pontos para ver o pôr do sol em Londres** , com vista vista para a London Eye, a Catedral de St Paul e o Parlamento. ### Southwark Bridge A **Southwark Bridge** , que conecta a City of London à Southwark, se destaca pelas cores chamativas, verde e amarelo. Não existe um consenso oficial sobre o motivo da escolha das cores, mas o que importa é que ela cria um contraste interessante com o cinza dos edifícios ao redor. Outra coisa interessante de observar são alguns **degraus de pedra debaixo da ponte**. Era ali que os barqueiros do Tâmisa atracavam seus barcos e esperavam por clientes para cruzarem o rio. Antes da construção das pontes que conhecemos hoje, o transporte fluvial era o jeito mais comum de atravessar a cidade. ### Millennium Bridge Millennium Bridge e a St Paul's Cathedral ao fundo. Créditos: Jonathan Chng / Fonte: Unsplash Inaugurada no ano 2000, A **Millennium Bridge** é uma ponte pensada para os pedestres e para o século XXI. Ela liga dois ícones de Londres: de um lado, a cúpula imponente da **St Paul’s Cathedral** , do outro, a fachada industrial da **Tate Modern**. O projeto é moderno e extravagante, com estrutura de aço e piso de alumínio, feita para parecer quase flutuar sobre o rio. Mas o início foi meio instável. Literalmente! No dia da abertura, a ponte começou a balançar com o caminhar dos visitantes, o que levou ao seu fechamento por quase dois anos. Depois de ajustes técnicos, ela foi reaberta, mais firme e segura. Se você for um cinéfilo, vai se lembrar da **Millennium Bridge** sendo destruída por Comensais da Morte logo na cena de abertura de _Harry Potter e o Enigma do Príncipe_. Você já viu essa cena? ### Lambeth Bridge Observar os detalhes da **Lambeth Bridge** não toma muito tempo e também não custa nada. Seu tom vermelho vibrante não é apenas decorativo, a cor faz referência aos assentos da **Câmara dos Lordes** , da mesma forma que a Westminster Bridge traz o verde característico da Câmara dos Comuns. A ponte atual, inaugurada em 1932, substituiu uma estrutura vitoriana que, originalmente, funcionava como ponte de pedágio. Um detalhe curioso é que nos dois extremos da Lambeth Bridge, há obeliscos com uma **pinha no topo**. Dizem que são só elementos decorativos, mas há quem acredite que escondam algum significado simbólico perdido no tempo. Se você desvendar esse mistério durante a visita, volte aqui e me conte o que descobriu! ### Vauxhall Bridge Cruzar a **Vauxhall Bridge** não é exatamente uma atividade turística, porém podemos considerar que observar os detalhes entra na lista de coisas para fazer de graça em Londres. Nas margens, há oito esculturas monumentais de bronze, com quase seis metros de altura. Do lado norte elas representam Ciência, Educação, Engenharia e Artes, enquanto na face sul elas correspondem a Agricultura, Arquitetura, Comércio e Indústria. Essas figuras foram incluídas para**refletir o orgulho britânico** nas conquistas industriais, científicas e culturais da época. A ponte não é apenas funcional, mas também simbólica. ### Chelsea Bridge A **Chelsea Bridge** pode não ser a ponte mais famosa de Londres, mas tem uma história recheada de detalhes que atravessam o Império Britânico. Parte dos materiais usados na construção da primeira versão da ponte veio das antigas colônias britânicas. Por exemplo, o asfalto veio de **Trinidad** e a madeira do **Canadá** e do Sarawak, uma colônia britânica no **Bornéu**. Quando foi inaugurada, em 1858, chamava-se _Victoria Bridge_ , uma homenagem óbvia à monarca da época. Mas como a ponte era feita basicamente de ferro forjado e madeira, materiais mais comuns e econômicos na época, havia uma preocupação real em relação à estabilidade da construção. **Temendo um vexame caso a ponte capenga colapsasse** , passaram a usar o nome do bairro para se referir a ela e assim o nome _Chelsea Bridge_ colou e ficou até hoje. Já a versão atual da ponte, inaugurada em 1937, é toda feita em aço, com um design suspenso bem mais robusto e seguro. Inclusive, foi a **primeira ponte projetada para tráfego de automóveis** e também a primeira totalmente iluminada com eletricidade desde o início. ### Albert Bridge Albert Bridge é um dos passeios gratuitos em Londres. Créditos: Paul Dykes / Fonte: Flickr A história da **Albert Bridge** é fantástica! Inaugurada em 1873, seu design é uma mistura de ponte pênsil com treliça vitoriana, pensado para ser leve e elegante. Só que, na prática, ela acabou sendo… leve até demais, o que causou dores de cabeça aos engenheiros desde o começo. Ao longo dos anos, a estrutura precisou ser reforçada diversas vezes. E por causa da sua instabilidade, ganhou o apelido de “Velha Treme-Treme” (_The Trembling Lady_). Um fato curioso é que, pela vibração causada pela marcha dos soldados, foi colocada uma placa orientando que as tropas cruzassem a ponte fora de compasso, só por precaução. E esse aviso pode ser visto lá até hoje! À noite, a Albert Bridge se ilumina com mais de **4.000 lâmpadas quentes** , banhando o Tâmisa com luzes douradas. É lindo de ver! ## Parques Quando se fala em o que fazer de graça em Londres, não tem como não mencionar os parques. É comum ver gente esticada no gramado aproveitando o sol, crianças correndo de um lado para o outro e até eventos esporádicos. São áreas lindas, bem cuidadas e bem aproveitadas! ### Hyde Park **Hyde Park** é o mais conhecido e um dos maiores parques reais, divido em duas partes pelo rio Serpentine. Nele está o maravilhoso memorial da princesa Daiana e o Memorial do Holocausto. São quase 350 acres de muita beleza! Dá para alugar bicicleta, praticar esportes, caminhar à beida do Serpentine, observar os patos, ou simplesmente esticar uma toalha no gramado e deixar o dia passar. No verão, ele se transforma em cenário de shows ao ar livre. No inverno, recebe o **Winter Wonderland**. É uma parada obrigatória no roteiro! **Horário de funcionamento:** todos os dias, das 5h à meia-noite. ### Kensington Gardens Kensington Gardens era o parque favorito da Princesa Diana em Londres. Créditos: John Parish / Fonte: Flickr Menos movimentados que o vizinho Hyde Park, o **Kensington Gardens** já foi uma área exclusiva da realeza e era o**jardim preferido da Lady Di**. Só por isso você já pode imaginar o quão lindo ele é! É lá que fica o **Palácio de Kensington** , onde moram o Príncipe William, Kate Middleton e os filhos. Ainda assim, os jardins são abertos ao público e é uma das coisas para fazer de graça em Londres. Por lá, você também encontra a **estátua do Peter Pan** , que apareceu “do nada” certa manhã, encomendada em segredo pelo próprio autor! É que foi neste parque que ele escreveu parte da história. Para fechar o passeio, vale dar uma passada na **Serpentine Gallery** , que fica ali mesmo. A entrada é gratuita e sempre tem exposições interessantes acontecendo. **Horário de funcionamento:** todos os dias, das 6h até o anoitecer (variável de acordo com a época do ano). ### Regent's Park Caminhando pelas alamedas do **Regent’s Park** ​, você vai passar por jardins simétricos, gramados amplos, fontes, canteiros floridos e lagos onde remadores dividem espaço com patos e cisnes. Dentro dele também está o **Open Air Theatre** , que recebe peças ao ar livre durante os meses mais quentes. Também é comum haver recreação infantil, grupo de observação de pássaros, entre outros eventos gratuitos para aproveitar os dias mais longos e ensolarados. Consulte a agenda do parque. **Horários de funcionamento:** * **pedestres:** todos os dias, das 5h às 21h. * **veículos:** todos os dias, das 7h à meia-noite. ### Greenwich Park Greenwich Park é uma das atrações gratuitas em Londres. Créditos: Adam Bignell / Fonte: Unsplash O **Greenwich Park** é uma das atrações gratuitas em Londres que entregam muito mais do que a gente espera. Ele fica no alto de uma colina, com uma vista aberta para o Tâmisa e para os prédios de Canary Wharf, num contraste fascinante entre o antigo e o moderno. Lá dentro, dá para seguir as trilhas que permeiam jardins geométricos, árvores centenárias e mirantes com vistas para diferentes partes da cidade. O parque abriga o Royal Observatory, onde passa a **linha do Meridiano de Greenwich** , e o Planetário, além do **National Maritime Museum** , tudo a poucos passos um do outro. O observatório é pago à parte e é importante reservar os ingressos com alguns dias de antecedência. Tem quem vá só pelo pôr do sol, tem quem vá fazer piquenique, visitar os museus, tocar o “centro do tempo” com o pé ou só caminhar em silêncio. Cada um encontra o seu motivo. Horários de funcionamento: todos os dias, das 6h ao anoitecer (variando entre 18h e 21h, dependendo da época do ano). Powered by GetYourGuide ### St James's Park O **St James’s Park** tem uma das vistas mais clássicas de Londres: aquela em que o lago emoldura a **London Eye** ao fundo, com as torres do palácio surgindo entre as árvores. Mas a melhor razão para visitar o parque não é só fazer uma foto bonita. O ponto alto são os **pelicanos** , hilários por natureza! Eles estão ali desde o século XVII, quando foram dados de presente por um embaixador russo, e hoje vivem livres, pescando no lago e subindo com toda calma nos bancos ou pedras, como se fossem donos do lugar. Entre 14h30 e 15h, na área próxima à **Duck Island Cottage** , um guarda florestal os alimenta com peixes frescos e você pode assistir ao ritual. É um programa gratuito, aberto ao público, e funciona praticamente como um espetáculo. **Horário de funcionamento:** todos os dias, das 5h à meia-noite. ### Bushy Park **Bushy Park** não é só uma grande área verde habitada por cervos, é também um centro ativo de esportes tradicionais britânicos. O **Harlequin Amateurs Rugby Football Club** treina e joga no parque, e você pode assistir de graça. Tem também um clube de hóquei que funciona dentro do complexo **Bushy Park Sports Club** , com equipes masculinas e femininas. Além disso, o parque abriga **quatro clubes de críquete** , um esporte que não é muito conhecido no Brasil, mas interessante de observar. Ótimo para quem prefere fugir dos programas turísticos tradicionais. **Horário de funcionamento:** aberto 24 horas por dia. ### Barbican Conservatory Barbican Conservatory é um jardim tropical no meio da arquitetura brutalista em Londres. Créditos: Mark Wordy / Fonte: Flickr O **Barbican Conservatory** é um daqueles segredos bem guardados de Londres que surpreendem até os moradores da cidade. Escondido no alto de um centro cultural, ele abriga mais de 1.500 espécies de plantas e árvores tropicais, além de carpas que nadam em tanques cercados por folhas exuberantes. O contraste com o concreto ao redor cria uma estética _urban jungle_ , uma espécie de selva suspensa no meio da cidade. É lindo para fotografar! **Horário de funcionamento:** de segunda a sexta-feira, das 8h às 23h; sábado e domingo, das 10h30 às 23h. Apesar de gratuito, é necessário adquirir os ingressos com antecedência. ### Battersea Park Às margens do Tâmisa, está o **Battersea Park** , mais tranquilo do que os vizinhos famosos do centro. Seu grande diferencial é a **pagoda budista** que chama atenção em meio à paisagem. É um símbolo de paz instalado ali em 1985, cercado por árvores e silêncio. Os caminhos arborizados levam a jardins bem cuidados, um lago com pedalinhos, quadras esportivas e até um **pequeno zoológico** planejado para crianças, mas com apelo nostálgico para quem cresceu visitando parques. Tem ainda um café escondido perto do **Old English Garden** , ótimo para uma pausa. No fim da tarde, moradores da região se misturam a visitantes em piqueniques ou caminhadas preguiçosas à beira-rio. **Horário de funcionamento:** todos os dias, das 6h30 às 22h30. ### Hampstead Heath Vista da cidade de Londres a partir do parque Hampstead Heath. Créditos: Paul Carstairs / Fonte: Alamy **Hampstead Heath** se espalha por mais de 300 hectares de colinas verdejantes, áreas de floresta e caminhos de terra, onde os animais vivem soltos e os humanos passeiam com tranquilidade. É comum ver esquilos, raposas urbanas (geralmente mais ativas ao entardecer), e uma grande diversidade de pássaros. Nos lagos, patos, gansos e cisnes convivem com galinhas-d’água. Tem também os **lagos naturais próprios para banho** , onde crianças e adultos se divertem nos dias quentes de verão. Lá de cima, no **Parliament Hill** , dá pra ver o skyline de Londres com clareza nos dias abertos, identificando pontos turísticos icônicos, como London Eye, a St. Paul’s Cathedral. Na noite de **Réveillon** , é um ponto excelente para ver os fogos. O parque ainda abriga o **Kenwood House** , uma mansão do século XVIII com entrada gratuita e uma coleção de arte interessante. É o tipo de passeio que pode render um dia inteiro! **Horário de funcionamento:** 24 horas por dia. ### Holland Park O **Holland Park** é um daqueles lugares que encantam pela mistura inusitada de natureza, arte e arquitetura. Ele é mais compacto que os outros parques gratuitos de Londres, mas carrega um charme tranquilo e quase secreto. O destaque vai para o belíssimo **Jardim Kyoto** , um espaço em estilo japonês com carpas, quedas d’água e pavões que circulam livremente por ali. Também abriga ruínas do antigo **Holland House** , bombardeado na Segunda Guerra, que hoje serve de cenário para eventos culturais ao ar livre, como óperas e concertos. Além disso, o parque tem áreas de lazer, quadras esportivas, um café acolhedor e um playground que costuma fazer sucesso com as crianças. **Horário de funcionamento:** das 7h30 até o pôr do sol. ### Postman's Park O **Postman’s Park** é uma das atrações gratuitas de Londres que estão fora do radar do turismo de massa. Ele é pequeno, mas é bonito e guarda memórias comoventes no **Memorial to Heroic Self-Sacrifice** , criado no século XIX. Ele aparece no filme _Closer_ , em uma cena com Natalie Portman e Jude Law, o que atrai alguns cinéfilos do mundo todo. Ali, sob uma cobertura de madeira, há uma fileira de placas de cerâmica que contam histórias reais de pessoas comuns que perderam a vida tentando salvar outras, gente que ficou anônima para o mundo, mas foi eternizada nesse espaço delicado. Como o caso de uma mulher que resgatou três crianças de um incêndio e acabou queimada, do menino que salvou a irmãzinha, de um bombeiro e um maquinista que se sacrificaram para retirarem os passageiros de um trem, entre outros relatos comoventes. O parque ganhou esse nome porque, no passado, era um ponto de descanso dos carteiros da antiga sede dos correios vizinha. Hoje, continua sendo um lugar de pausa e reflexão para quem se permite desacelerar no meio da correria londrina. **Horário de funcionamento:** todos os dias, das 8h às 19h. ### Queen Elizabeth Olympic Park O Queen Elizabeth Olympic Park nasceu durante os Jogos Olímpicos de 2012 e se reinventou como um espaço de lazer, reunindo arquitetura moderna, áreas verdes, arte ao ar livre, playgrounds e atividades na água. Também é lá que está o **ArcelorMittal Orbit** , aquela estrutura vermelha em espiral que virou um ícone do parque. Do topo, você tem uma vista panorâmica de até 30 km de Londres. Mas o mais inusitado é que ele abriga o **escorregador mais alto e longo do mundo** , com 178 metros de descida em espiral, que leva cerca de 40 segundos para percorrer. Você teria coragem? Em suma, o Olympic Park é um ótimo ponto de partida para explorar uma Londres mais contemporânea, com muito espaço e menos multidões. **Horário de funcionamento:** todos os dias, 24 horas por dia. ### Richmond Park Cervos no Richardmond Park, em Londres. Créditos: Johan Mouchet / Fonte: Unsplash O **Richmond Park** é o maior dos parques reais de Londres. É tão amplo que, em alguns trechos, parece mais uma reserva natural do que um parque urbano. São quase 955 hectares de natureza aberta, onde os **cervos** circulam livremente entre trilhas, bosques e campos. Se der sorte, você também pode encontrar **raposas, coelhos, corujas, falcões, pica-paus** e muitas outras aves que habitam o parque. Se quiser ver a vida selvagem, o segredo é chegar cedo pela manhã ou no fim da tarde. Mantenha a câmera pronta, caminhe devagar e faça silêncio, pois qualquer ruído pode afugentar os animais. **Horário de funcionamento:** * **pedestres:** todos os dias, 24 horas por dia. * **veículos:** das 7h às 21h. ### Southwark Park Se você estiver hospedado no sudeste de Londres, pode visitar o **Southwark Park** , um lugar frequentado por moradores locais, que correm, andam de bicicleta e levam as crianças para brincar ao ar livre. O parque foi planejado no século XIX justamente para esse fim, para criar uma área de lazer e bem-estar à população trabalhadora de Bermondsey e Rotherhithe, áreas industriais na época. **Alexander McKenzie** , paisagista escocês, desenhou alamedas simétricas, jardins formais, um lago ornamental e áreas abertas para recreação, elementos que se mantêm até hoje, por mais de 155 anos. Além disso, o parque dispõe de duas galerias: a **Lake Gallery** , ao lado do lago, e a **Dilston Gallery** , instalada numa antiga igreja de concreto. Ambas têm entrada gratuita e são fantásticas. **Horário de funcionamento:** todos os dias, das 7h30 ao pôr do sol. ## Mercados Entre as boas ideias sobre o que fazer de graça em Londres, visitar os mercados de rua é das mais gostosas. Eles revelam a alma da cidade entre barracas de comida, antiguidades, flores e achados inusitados. Tudo isso embalado por cheiros, sotaques e histórias de todos os cantos do mundo. ### Portobello Road Market Portobello Road Market é um dos mercados de rua mais famosos de Londres. Créditos: Bruno Martins / Fonte: Unsplash Se você estiver visitando Londres em um sábado, o **Portobello Road Market** é uma parada obrigatória! Na verdade, ele funciona todos os dias da semana, porém, é apenas no sábado que todas as seções ativas, especialmente a parte de **antiguidades** , que é o grande chamariz para muitos visitantes. O mercado que serpenteia as ruas de **Notting Hill** e, ao longo do caminho, você encontra bancas de roupas vintage, livros empoeirados, joias antigas, vinis raros, arte independente e uma infinidade de objetos curiosos, do tipo que parece ter história para contar. Mais adiante, frutas, legumes e comidas de rua disputam espaço com os aromas doces das padarias artesanais. A mistura de moradores, colecionadores e turistas forma um cenário animado, com músicos tocando nas esquinas e fachadas coloridas servindo de pano de fundo para tudo isso. **Horário de funcionamento:** todos os dias, das 9h às 18h. ### Camden Market No Camden Market você vai encontrar itens excêntricos e pessoas estilosas. Créditos: Annie Spratt / Fonte: Unsplash Espalhado por antigos estábulos vitorianos e becos cheios de grafites, o **Camden Market** revela uma Londres que pulsa ao som de guitarras distorcidas, cheiros de especiarias e uma estética excêntrica. Por ali, você encontra roupas retrô, customizações, acessórios feitos à mão, piercings, botas estilosas, objetos aleatórios que parecem saídos de um filme cult, além de pratos do mundo todo preparados em pequenas bancas fumegantes. É o tipo de lugar onde dá para passar horas e ainda ter a sensação de não ter visto tudo. E quem ama música talvez reconheça algumas esquinas eternizadas em videoclipes.**Amy Winehouse** , por exemplo, vivia ali e tem até uma estátua em sua homenagem. **Horário de funcionamento:** todos os dias, das 10h às 19h. ### Borough Market O **Borough Market** é o mercado de comida mais antigo de Londres. As bancas, instaladas sob os arcos do trem em **London Bridge** , formam um labirinto de aromas e sabores intensos. Tem queijos maturados por meses, especiarias vindas de longe, vinhos raros, pescados frescos, ostras abertas na hora, pães fofinhos e cafés preparados com capricho. Por ali já se vende comida há **mais de mil anos**! E mesmo com a fama impulsionada por chefs, filmes e influenciadores, o lugar não perdeu o jeito de mercado de bairro. **Horário de funcionamento:** de terça à sexta, das 10h às 17h; sábado, das 9h às 17h e domingo, das 10h às 16h. ### Brick Lane Market Comida asiática no Brick Lane Market, em Londres. Créditos: Eyesandimages / Fonte: Flickr O **Brick Lane Market** se espalha ao longo da rua e dos galpões no **East London**. Funciona todos os dias, mas domingo é o ápice, com artistas independentes, brechós, comida de rua, discos raros, móveis reformados e quinquilharias que disputam a atenção dos visitantes. A **Old Truman Brewery** é praticamente o coração pulsante do Brick Lane Market. O que antes foi uma das maiores cervejarias do mundo, hoje abriga uma série de mercados, galerias, lojas independentes, estúdios criativos, bares e espaços para eventos. É dentro dos galpões da Old Truman Brewery que funcionam mercados como o **Sunday UpMarket** , o **Vintage Market** , o **Backyard Market** e o **Boiler House Food Hall** , todos com entrada gratuita. Caos e charme, tudo ao mesmo tempo. **Horário de funcionamento:** todos os dias, das 11h às 18h30. ### Covent Garden Market Nem todo mercado em Londres tem cheiro de especiarias e um mundaréu de artigos para comprar. O **Covent Garden Market** , por exemplo, gira mais em torno de arte, elegância e surpresas inesperadas. Instalado em um prédio do século XIX com estrutura de ferro fundido e teto de vidro, ele já foi mercado de flores, frutas e legumes, mas há tempos deixou o ofício agrícola de lado. Hoje, as bancas vendem artesanato autoral, gravuras, joias feitas à mão e presentes de alto nível. Artistas de rua se apresentam sob os arcos, misturando ópera, teatro e malabarismo. Pelos arredores, lojas de luxo, restaurantes e a **Royal Opera House** completam o cenário. Não é para todo mundo, mas todo mundo pode ir. **Horário de funcionamento:** de terça a sábado, das 9h às 17h e domingo, das 10h às 17. ## Teatros Teatro em Londres de graça? Parece conversa fiada, mas não é. A cidade respira arte e faz questão de deixá-la ao alcance de todos. Então separei aqui alguns lugares onde você pode sentar, assistir e se divertir sem tirar um centavo do bolso. ### National Theatre Você não precisa de ingresso para entrar no **National Theatre**. A visita gratuita ao edifício permite circular livremente pelos espaços públicos, que incluem exposições temporárias, áreas com vista para o Tâmisa, cafés e restaurante. Através de um paredão de vidro é possível espiar a construção de cenários nos bastidores e, com sorte, dá para pegar **ensaios abertos ou apresentações informais** no foyer. Há também uma livraria especializada em teatro, roteiros e dramaturgia, além de áreas tranquilas para leitura ou descanso. Mesmo sem assistir a um espetáculo, o passeio já oferece uma bela imersão no mundo das artes cênicas. **Horário de funcionamento:** de segunda a sábado, das 10h às 22h30. ### Royal Opera House A Opera House oferece uma vasta programação para quem procura o que fazer de graça em Londres. Créditos: Gabriel Varaljay / Fonte: Unsplash O **Royal Ballet** e a **Royal Opera** mantêm um projeto especial chamado _Live at Lunch_. É uma chance imperdível de assistir a apresentações ao vivo de dança, música e ópera no imponente **Royal Opera House** , sem pagar nada por isso. Além de ser um dos palcos mais prestigiados do mundo, o edifício impressiona por sua arquitetura grandiosa, cheia de detalhes fascinantes. Por isso, chegue cedo para poder observar e fotografar com calma. As apresentações acontecem às sextas-feiras, por volta das 13h e tem duração de 45 minutos. A entrada é por ordem de chegada, sem necessidade de reserva. **Horários:** consulte a agenda. ### Angel Comedy Club Todas as noites, o **Angel Comedy Club** faz shows gratuitos em diferentes pubs, é só chegar cedo para garantir lugar. O clube é composto tanto por novatos quanto por comediantes consagrados testando piadas novas, o que faz de cada noite uma surpresa. Não há cobrança obrigatória, mas doações são bem-vindas. Horários: consulte a agenda. ### The Queer Comedy Club O **The Queer Comedy Club** se autodenomina o primeiro clube de comédia LGBTQ+ do Reino Unido, e não é só marketing. Fundado por três comediantes, o clube nasceu para criar um espaço verdadeiramente seguro para artistas e para o público queer. Quase todas as noites, o QCC promove shows gratuitos com formato Raw, onde artistas apresentam material novo e experimentam ao vivo. O ambiente é seguro e alto astral, com certificado pela _Queerify_ como um espaço LGBTQ+ acolhedor. **Horários:** consulte a agenda. ## Pubs e música ao vivo Para quem busca o que fazer em Londres de graça à noite, os pubs e bares com música ao vivo são uma ótima pedida. Muitos oferecem shows sem cobrança de entrada, combinando boa música, ambiente animado, bebidas diversas e a chance de conhecer artistas locais. ### Ain’t Nothing But... Ain't Nothing But... é um pub com blues ao vivo e entrada gratuita. Créditos: Divulgação O **Ain’t Nothin’ But…** é conhecido como o templo do blues em Londres. A música rola solta a semana toda, com soul, boogie, guitarra, gaita e vozes que carregam alma. É uma experiência íntima e visceral, com público que vibra junto, espaço reduzido que aproxima você do palco e amantes de blues de diferentes partes do mundo. Não é necessário fazer reserva, basta chegar cedo para garantir lugar e escolher uma pint gelada. Depois, é só se deixar levar pelo som e pela energia do lugar. **Horário de funcionamento:** segunda e terça, das 17h às 1h; quarta e quinta, das 13h às 1h; sexta e sábado, das 13h às 2h e domingo, das 13h às 23h30. Consulte a agenda. ### Piano Smithfield **Piano Smithfield** tem um toque de elegância, mas com clima descontraído, perfeito para quem gosta de música ao vivo. O ambiente tem decoração em madeira, toques vintage e, claro, o piano no centro de tudo. Nas quintas-feiras, acontece o **Blues Jam** , com entrada gratuita. Músicos entram e saem do palco, improvisam, cantam os clássicos que todo mundo consegue acompanhar e soltar a voz. **Horário de funcionamento:** terça e quarta, das 19h às 23h; quinta e sexta, das 19h às 1h30; sábado, das 19h às 2h. Consulte a agenda de apresentações. ### The Old Blue Last The **Old Blue Last** é um pub com alma de casa de shows indie. Já serviu de palco para nomes como **Arctic Monkeys, Amy Winehouse, Florence + The Machine e Lizzo** antes da fama. Quase todas as noites acontecem apresentações gratuitas. O som é excelente, tem público animado e preços justos nas bebidas. Não tem como ser ruim! Horário de funcionamento: de domingo a quarta, das 12h30 à meia-noite; quinta-feira, das 12h30 à 1h; sexta e sábado, das 12h30 às 3h. Consulte a agenda de eventos. ### Boxpark London O **Boxpark London** , nas versões em Shoreditch, Croydon e Camden, é um lugar animado e moderno, construído a partir de contêineres reaproveitados. Em todas as unidades você encontra street food, drinks criativos e música ao vivo. A entrada é gratuita, e o local funciona como palco para DJs, bandas e eventos culturais ao longo da semana. **Horário de funcionamento:** depende da unidade. Consulte a agenda. ## Outras atrações gratuitas em Londres A lista com o que fazer de graça em Londres ainda não acabou! Ainda temos alguns passeios gratuitos para mostrar que não se enquadram em nenhuma das categorias acima, entre eles alguns lugares icônicos que não podem ficar de fora do roteiro! ### Troca da guarda no Palácio de Buckingham Assistir à troca da guarda no Palácio de Buckingham é grátis. Créditos: Lorena Kelly / Fonte: Unsplash A **Troca da Guarda no Palácio de Buckingham** é um ritual tradicionalíssimo que acontece diariamente e toda pessoa que visita Londres precisa assistir, é gratuito! Soldados de uniforme vermelho e o icônico urso preto na cabeça fazem a troca do destacamento. Tudo é conduzido ao som de uma banda militar, que frequentemente surpreende tocando desde marchas clássicas até trilhas de filmes e músicas pop. A cerimônia em si dura cerca de **45 minutos** , mas recomenda-se chegar com pelo menos **1 hora de antecedência** para garantir um bom lugar, especialmente na alta temporada. Cuide dos seus pertences e se prepare para o empurra-empurra, já que todos querem encontrar um bom ângulo para suas fotos e filmagens. **Horários da troca de guarda:** segundas, quartas, sextas e domingos, às 11h; terças, quintas e sábados, às 15h. #### Outras trocas de guarda em Londres * **Castelo de Windsor:** Acontece dentro da residência real em Windsor. O ambiente é mais intimista, e muitos acham a experiência até mais interessante do que a de Buckingham. Veja os horários. * **Horse Guards Parade (Whitehall)** : A troca da guarda montada, com cavalos e uniformes cerimoniais em azul e vermelho, ocorre diariamente às 11h (10h aos domingos). ### UK Supreme Court Assistir a um julgamento na Supreme Court de Londres é uma das atividades gratuitas mais singulares que você vai fazer enquanto turista. Eu sei, **não vai ser interessante para todos os perfis de viajantes** , mas se você atua na área jurídica ou se é um entusiasta desse tema, essa será uma experiência memorável! Além disso, há exposições permanentes e temporárias espalhadas pelos corredores, que ajudam a entender **casos históricos e o papel da Suprema Corte**. O prédio ainda conta com uma cafeteria charmosa, lojinha e obras de arte nas paredes. **Horário de funcionamento:** de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. ### Royal Academy of Music A **Royal Academy of Music** promove recitais, concertos intimistas, corais e masterclasses com músicos renomados e abre suas portas a quem quiser ouvir. Literalmente! A instituição, que há mais de dois séculos forma grandes nomes da música clássica, oferece uma programação generosa de **eventos gratuitos**. O prédio da RAM também abriga um **museu aberto ao público** , com entrada livre às sextas-feiras, onde estão expostos instrumentos históricos, manuscritos originais e objetos que contam dois séculos de história musical. Para quem procura passeios gratuitos em Londres, essa é uma oportunidade de incluir arte e música de alto nível no roteiro, sem pagar nada por isso. **Horário de funcionamento:** de segunda a sexta, das 7h às 23h; sábado, das 8h às 22h e domingo, das 10h às 22h. Veja a agenda de eventos. ### Abbey Road A Abbey Road entrou para o imaginário coletivo em 8 de agosto de 1969, quando os **Beatles** atravessaram sua faixa de pedestres para a icônica capa do álbum _Abbey Road_. Desde então, esse pequeno trecho no bairro de St John’s Wood se tornou uma meca para fãs da música. Então, faz todo sentido adicioná-la à lista de atrações gratuitas em Londres. Você pode tentar recriar a famosa travessia (não se preocupe, os carros já se acostumaram com isso) e deixar uma mensagem no muro em frente ao **Abbey Road Studios**. Aliás, esse estúdio tem história! Além dos Beatles, já gravaram por lá Pink Floyd (_The Dark Side of the Moon_ nasceu ali), Radiohead, Oasis, Aretha Franklin, Lady Gaga, Amy Winehouse, Adele e até trilhas de filmes como _O Senhor dos Anéis_ e _Star Wars_. Embora o estúdio não esteja aberto à visitação pública, só de estar ali já causa um frio na barriga. Powered by GetYourGuide ### Platform 9 ¾ A plataforma do Harry Potter em Londres fica na estação King's Cross. Créditos: Diogo Nunes / Fonte: Unsplash A **Platform 9¾** é um ponto obrigatório para fãs de Harry Potter que visitam Londres, mesmo que você já tenha passado da idade de receber uma carta de Hogwarts. Inspirada nos livros de J.K. Rowling, essa “plataforma mágica” é o local fictício de onde parte o trem para a Escola de Magia e Bruxaria. Na vida real, a homenagem está na **estação King’s Cross** , em um canto entre as plataformas 9 e 10 (na verdade, mais próximo da entrada principal). Lá, você encontra um carrinho de bagagens atravessando a parede, como se estivesse a caminho do Expresso de Hogwarts. A atração é gratuita e rende uma foto divertida. Há também uma loja temática ao lado, com tudo que um bruxo precisa: cachecóis das casas, varinhas, feitiçarias em miniatura. É um passeio curto, mas cheio de encanto. Uma ótima resposta pra quem pergunta o que fazer de graça em Londres com um toque de magia. ### Arte Urbana Londres tem arte em todo canto, e não apenas nos museus! A cidade é berço de **movimentos contraculturais** e sempre foi palco para manifestações criativas que ocupam o espaço público de forma ousada e provocativa. Andando pelas ruas, você repara nos grafites, nas colagens, nas frases rabiscadas nos muros… e também nos próprios londrinos, que muitas vezes são parte viva da cena. Se você curte arte urbana, vale procurar os trabalhos de Banksy (sim, eles ainda estão por aí) e de muitos outros artistas tão bons quanto ele, mesmo sem a mesma fama. Um dos melhores lugares para isso é o **Leake Street Graffiti Tunnel** , um túnel colorido perto da estação Waterloo, apelidado de _“Banksy Tunnel”_ , onde a arte se renova com desenhos que surgem a cada dia. Powered by GetYourGuide ## Mapa de atrações gratuitas em Londres Para facilitar as coisas, coloquei um mapa que você pode baixar para o seu celular e usar durante os passeios, com ícones mostrando cada tipo de atração. Assim você não perde nada que for do seu interesse. Deu para ver que há muitas atrações gratuitas em Londres, né? **Se você tiver outras recomendações, escreva um comentário**. Será um prazer aumentar essa lista!
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January 28, 2026 at 10:07 AM
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O que fazer na Chapada das Mesas gastando pouco: roteiro econômico, custos e dicas
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Chapada das Mesas: o que fazer gastando pouco e por conta própria
Parece difícil, mas é possível encontrar **o que fazer na Chapada das Mesas sem gastar muito** , sem depender de guias e veículos 4×4. Com um pouco de planejamento, dá para explorar a região por conta própria, chegar cedo aos pontos turísticos e economizar bastante. Foi exatamente esse o nosso objetivo ao incluir a **Chapada das Mesas** no roteiro, logo após os Lençóis Maranhenses, onde os custos com passeios acabam pesando no orçamento. Neste guia, compartilho nossa experiência prática **viajando de forma independente e econômica** , com dicas atualizadas sobre como chegar de carro comum, o que fazer na região sem gastar muito, onde se hospedar em Carolina gastando pouco e quanto custa, na prática, viajar para a Chapada das Mesas. Todas as sugestões são baseadas em um roteiro real de quatro dias, usando Carolina como base para explorar os principais pontos turísticos. O que fazer na Chapada das Mesas com um roteiro econômico. Créditos: Gisele Rocha ## Navegue pelo post * Como chegar à Chapada das Mesas de carro? * O que fazer na Chapada das Mesas gastando pouco? * Onde se hospedar barato na Chapada das Mesas? * Quanto custa viajar para a Chapada das Mesas? * Mapa de lugares baratos para visitar na Chapada das Mesas * Vídeo sobre a Chapada das Mesas * Leia mais sobre o Maranhão ## Como chegar à Chapada das Mesas de carro? Saindo **de São Luís para a Chapada das Mesas de carro** , a viagem dura cerca de 13 horas, sem contar as paradas para comer, tomar um café, ir ao banheiro e esticar as pernas. Melhor ter um segundo motorista para alternar, e foi assim que nós fizemos. A viagem começa na **BR-135** e segue até Presidente Dutra, mais ou menos a metade do cominho. Depois, vai pela **BR-226** até chegar à cidade de Estreito. Nela, pegamos a **BR-230** , famosa **Transamazônica** , o trecho mais bonito da viagem, que nos leva a Carolina. ⭐ Se você quiser saber mais sobre as condições das rodovias, radares, limites de velocidade e outras informações mais detalhadas, é melhor ler o post sobre as estradas do Maranhão, pois lá explicamos tudo minuciosamente. Rodovia Transamazônica, Maranhão. Créditos: Gisele Rocha ### Vale a pena alugar carro para a Chapada das Mesas? **Alugar um carro para ir à Chapada das Mesas vale muito a pena** , especialmente se você preza pela liberdade de escolha. Como estávamos em três, foi mais barato do que contratar uma agência local para fazer os passeios, mesmo levando em conta o valor da diária e o combustível. Mesmo para quem viaja sozinho, é válido colocar na ponta do lápis e analisar se compensa mais alugar um carro ou procurar uma agência local para fazer os passeios em grupo. A desvantagem é ficar limitado a roteiros prontos e a horários em que os pontos turísticos costumam estar mais cheios. **Não há ônibus urbanos que levem às cachoeiras e pontos turísticos da Chapada das Mesas**. Então, essa não é uma opção. De qualquer forma, dirigir pelas estradas que cortam o Parque Nacional da Chapada das Mesas é, em si, uma atração e eu diria que uma das melhores. A poucos quilômetros de Carolina você já começa a ver no horizonte as grandes “mesas” cortando a paisagem. **A condição das estradas quando fomos era excelente** , praticamente um tapete, com retas muito longas. Havia muitos pontos de parada que consideramos seguros, pois havia ampla visibilidade para frente e para trás. Logo, o que não falta são locais de observação. De tanto usarmos a Rentcars nas nossas viagens, acabamos firmando uma parceria e hoje temos um cupom de desconto para ajudar nossos leitores a economizar no aluguel de carros, seja no Brasil ou em qualquer lugar do mundo. **VIAJEIBONITO** _Esse cupom dá direito a**5% de desconto**._ __ver todos os cupons 1. Acesse a página da Rentcars 2. Preencha as datas de sua viagem e escolha um destino 3. Selecione a apólice 4. Utilize o cupom na etapa de pagamento **Cupom permanente** ## O que fazer na Chapada das Mesas gastando pouco? Nosso objetivo era montar um **roteiro econômico pela Chapada das Mesas** que não nos privasse de conhecer os principais pontos turísticos. Afinal, não faria sentido rodar o estado inteiro de carro para não conhecer os lugares mais bonitos. A seguir, vou mostrar os lugares que visitamos e seus respectivos preços atualizados em janeiro de 2026. ### Cachoeira do Dodô Cachoeira do Dodô, na Chapada das Mesas, Maranhão. Créditos: Gisele Rocha Cachoeira do Dodô, na Chapada das Mesas, Maranhão. Créditos: Adriano Castro A **Cachoeira do Dodô** foi nosso primeiro passeio, quando saímos despretensiosamente de carro pelas chapadas. Uma singela placa à nossa direita foi suficiente para nos convencer a sair do asfalto e depois de uma estrada de chão que nosso carro enfrentou sem medo algum, chegamos à casa que também funciona como restaurante. Além de beber e comer, quem visita a Cachoeira do Dodô tem uma atração muito interessante à sua disposição: adivinhe… uma cachoeira! Descendo uma trilha de, aproximadamente, cinco minutos você tem acesso a um poço raso e uma cachoeira onde é possível ir nadando para aproveitar a queda bem de perto ou até mesmo embaixo dela. **Quanto custa:** R$ 30 por pessoa ### Complexo Turístico Pedra Caída Complexo Turístico Pedra Caída, Chapada das Mesas, Maranhão. Créditos: Gisele Rocha O conjunto de atrações turísticas que se encontra na **Pedra Caída** era o objetivo do nosso primeiro dia. Logo depois da Cachoeira do Dodô, rumamos para o complexo, mas, infelizmente, ficamos apenas na porta. **Quanto custa:** a entrada custa R$ 90,00 por pessoa. Até aí tudo bem. Entretanto, para cada cachoeira a visitar dentro da propriedade, deveríamos arcar com mais uma taxa que variava de R$ 40,00 a R$ 65,00. E isso nos faria extrapolar o limite de gastos que tínhamos. Se é ou não um valor justo, não é nosso mérito julgar. Simplesmente não cabia em nosso orçamento. Tudo que temos de lá então é uma bela foto da fachada. ### Trilha dos Pilares A **Trilha dos Pilares** que está bem próxima ao **Portal da Chapada das Mesas** foi uma incógnita, na verdade. Quando estávamos indo em direção a ele, fomos surpreendidos com uma placa bem simpática que nos fez parar o carro sem pensar muito. Acontece que não havia ninguém na entrada e fomos entrando na esperança de encontrar alguém que nos pudesse dizer para onde iria a tal trilha. Depois de dez minutos estávamos longe da estrada e ainda em dúvida para onde íamos. Resolvemos voltar para o carro e seguir viagem. Poucos minutos depois, descobrimos que a trilha era paga e que deveria haver um responsável exatamente no ponto onde havíamos estacionado o carro. O caminho tem **cerca de 10 km** , contorna uma montanha e segue até um mirante natural, de onde se tem uma vista ampla das formações rochosas. Andamos só um trecho, mas foi o suficiente para revelar paisagens impressionantes. Ainda assim, não sentimos que valeria a pena percorrer todo o trajeto para chegar a um mirante que, muito provavelmente, não superaria o da nossa próxima parada. **Quanto custa:** R$ 20 por pessoa ### Portal da Chapada das Mesas Gisele na Pedra Furada, Portal da Chapada das Mesas, Maranhão. Créditos: Adriano Castro Pedra Furada, Portal da Chapada das Mesas, Maranhão. Créditos: Gisele Rocha A visita ao **Portal da Chapada das Mesas** encerrou com chave de ouro o nosso primeiro dia nessa região. Depois de uma trilha de 600 metros subidas íngremes na areia fofa e dificuldade média, chegamos ao mirante que nos possibilita ter uma ideia da imensidão do parque e que esbanjava beleza para onde quer que olhávamos. Mesas de arenito no horizonte, paredões rochosos avermelhados, vegetação típica do cerrado e a estrada em linha reta cortando a paisagem. Parecia que estávamos em um filme no **Velho Oeste**. Pensávamos que o local estaria cheio de turistas, mesmo na baixa temporada, dada sua importância. Entretanto, estávamos só nós naquele espaço e pudemos explorar cada canto da **grande pedra furada** sem pressa. **Quanto custa:** R$ 30 entre às 5h e 6h50 (nascer do sol); R$ 20 das 7h às 17h30 e R$ 50 para ensaios fotográficos com agendamento prévio. ### Complexo Poço Azul Passarela de madeira no Complexo Poço Azul, Maranhão. Créditos: Gisele Rocha Flutuando nas águas cristalinas do Complexo Poço Azul, Maranhão. Créditos: Gisele Rocha Depois de cerca de uma hora e meia de carro saindo de Carolina, chegamos ao **Complexo Poço Azul** , em Riachão. Logo na entrada, deu para perceber que o local tinha uma estrutura bem organizada, com banheiros, lanchonete, restaurante e placas que sinalizam os caminhos até os atrativos naturais. Trilhas suspensas conduzem às cachoeiras, passando por cânions, vegetação nativa e riachos com nascentes de águas cristalinas. São **cinco cachoeiras e um poço delicioso para banho** , tudo incluído no ingresso. Isso prova que é possível achar o que fazer na Chapada das Mesas sem gastar muito, preenchendo um dia inteiro com atividades. Nossa primeira parada foi o **Poço Azul** , que faz jus ao nome e conquista logo de cara. Ficamos ali por um bom tempo, aproveitando o banho e o visual, até a hora do almoço, que fizemos no próprio complexo. Depois, seguimos explorando as outras cachoeiras do passeio, cada uma com sua própria beleza. Entre todas, a que mais nos impressionou foi a **Cachoeira Santa Bárbara** , com seus imponentes 76 metros de queda d’água. **Quanto custa:** R$ 80 por pessoa. ### Encanto Azul Recanto Azul, um dos pontos turísticos da Chapada das Mesas. Créditos: Gisele Rocha Encanto Azul, Riachão, Chapada das Mesas, Maranhão. Créditos: Gisele Rocha Seguindo poucos quilômetros do Complexo Poço Azul chegamos ao **Encanto Azul** , um dos principais pontos turísticos da Chapada das Mesas. O nome já diz tudo, porque o lugar é mesmo encantador. As águas da nascente formam um poço cristalino, cercado por paredões rochosos que emolduram o cenário. **Vale levar óculos de mergulho** , porque a beleza não se limita ao que se vê da superfície. Debaixo d’água, o visual é ainda mais surpreendente. A transparência é tanta que dá para enxergar o fundo com facilidade. Aliás, a nossa dica é que você **vá ao Encanto Azul pela manhã**. Entre 10h e 13h, o sol incide diretamente sobre o espelho d’água e realça ainda mais o tom azul-turquesa. Como não sabíamos disso, aproveitamos apenas o fim de tarde. Ainda assim, foi muito bom, com o bônus de não haver mais ninguém ali além de nós. Outra coisa importante que não podemos deixar de mencionar é o acesso ao poço, que se dá por trilha de terra e uma **escadaria abissal com 150 degraus**. A descida é arriscada para quem está com bebês, e a subida exige um bom preparo físico. Por isso, infelizmente, o local não é indicado para pessoas com mobilidade reduzida. **Quanto custa:** R$40 por pessoa, sendo que crianças até 7 anos não pagam. ### Cachoeiras do Itapecuru Cachoeiras do Itapecuru, Chapada das Mesas, Maranhão. Créditos: Gisele Rocha Visitamos as **cachoeiras do Itapecuru** buscando o que fazer na Chapada das Mesas não muito longe de Carolina. O local fica a pouco mais de 30 km da cidade, conta com **duas imensas quedas d’água** lado a lado, além de restaurante e bar. Como começava a chover no momento em que chegamos, havíamos desistido de entrar, mas em um dia ensolarado, esse espaço é muito convidativo, tanto pela possibilidade de se banhar, quanto para observar a enorme quantidade de água caindo com uma força surpreendente no imenso poço que se forma a seu redor. **Quanto custa:** R$ 70 e R$ 35 a meia-entrada. _Os preços foram atualizados em**janeiro de 2026** , mas estão sujeitos a alterações._ ## Onde se hospedar barato na Chapada das Mesas? Escolhemos a Pousada dos Candeeiros como nosso ponto de apoio na Chapada das Mesas. Embora não seja uma hospedagem econômica, ela nos ofereceu todo o conforto que precisávamos depois de 15 horas de estrada. Tinha estacionamento gratuito, quartos limpos e um café da manhã bem variado. Mas se você estiver em busca de **pousadas baratas na Chapada das Mesas** , recomendamos a Pousada Águas Belas e a Villa Carolina, que estão bem no centrinho, perto das agências, restaurantes e mercados. Se quiser economizar ainda mais, fique em um quarto compartilhado no Hostel da Cris. Outras opções de hospedagem na Chapada das Mesas ## Quanto custa viajar para a Chapada das Mesas? Uma viagem econômica de 4 dias para a Chapada das Mesas custa, em média, R$ 3.200 para duas pessoas, ou seja, R$ 1.600 por pessoa. Esse valor inclui transporte, combustível, passeios, hospedagem e alimentação. A seguir, veja os cálculos detalhados. ### Transporte Estes são os custos que tivemos com o **aluguel do carro por 6 dias** (sendo 2 de deslocamento + 4 de passeios). Vale lembrar que saímos de São Luís porque nosso roteiro incluía Alcântara e os Lençóis Maranhenses, mas se você estiver indo apenas para a Chapada das Mesas, vale mais a pena voar até Imperatriz e alugar o veículo lá. Calculamos um deslocamento de 2.000 km, incluindo ida e volta a São Luís e deslocamentos entre os pontos turísticos da Chapada das Mesas. Considerando uma média de consumo de 14 km/l do carro, as contas ficaram assim: * **6 diárias Fiat Mobi:** R$ 728 (R$ 121,33 por dia) * **Combustível:** R$ 640 ⭐ Use o cupom **VIAJEIBONITO** e garanta o seu desconto ao alugar um veículo pela Rentcars. ### Hospedagem Existem dois tipos de viajantes: os que veem a hospedagem apenas como um lugar para dormir e guardar as malas, e os que acreditam que um bom hotel ou pousada faz diferença na forma como percebemos a cidade e vivenciamos a viagem. Nós fazemos parte do segundo grupo. Em Carolina, é possível encontrar **dormitórios compartilhados em hostel** a partir de R$ 55 por pessoa, **pousadas econômicas** por R$ 150 para o casal e **hospedagens mais completas** a partir de R$ 350, também para duas pessoas. O importante é ficar no centrinho, para ter acesso aos serviços essenciais, como padarias, farmácias, mercados, agências de viagens e restaurantes. * **4 diárias naPousada Villa Carolina**: R$ 646 para duas pessoas. ### Alimentação Ao escolher uma **pousada com café da manhã** , você já resolve a primeira refeição do dia, e ainda pode colocar algumas frutas na mochila para beliscar durante os passeios. Como as cachoeiras e balneários ficam longe do Centro, quase sempre almoçávamos por ali mesmo, em **restaurantes locais ou nas cantinas dos próprios atrativos**. Ainda assim, ter um lanchinho na bolsa ajuda a tomar decisões mais inteligentes para o bolso quando o estômago não está roncando. À noite, a gente seguia sem pressa pelas ruas de Carolina, escolhendo onde comer de acordo com o cardápio e o melhor custo-benefício. Nossa regra era simples: equilíbrio. Se o almoço fosse só um lanche, o jantar seria uma refeição saudável. Se o almoço fosse mais caprichado, a gente se permitia uma besteirinha à noite. * **Orçamento diário:** R$ 80 por pessoa ### Passeios Ao planejar o que fazer na Chapada das Mesas, escolhemos incluir os principais pontos turísticos, sempre levando em conta o custo-benefício. No fim, nosso roteiro ficou assim: * **Cachoeira do Dodô:** R$ 30 por pessoa * **Portal da Chapada das Mesas:** R$ 20 por pessoa * **Complexo Poço Azul:** R$ 80 por pessoa * **Encanto Azul:** R$ 40 por pessoa * **Cachoeiras do Itapecuru:** R$ 70 por pessoa ### Planilha de gastos na Chapada das Mesas Os valores correspondem a uma viagem para duas pessoas. Categoria| Valor ---|--- **Transporte (carro alugado + combustível)**| R$ 1.368 **Hospedagem em Carolina (4 diárias)**| R$ 646 **Alimentação (4 dias)**| R$ 640 **Passeios turísticos**| R$ 480 **Custo total da viagem**| **R$ 3.134** ## Mapa de lugares baratos para visitar na Chapada das Mesas Este mapa reúne todos os lugares que citamos neste artigo, incluindo pontos turísticos na Chapada das Mesas, cachoeiras e pousadas. ## Vídeo sobre a Chapada das Mesas Gravamos essa viagem econômica para a Chapada das Mesas em um vídeo para o nosso canal no YouTube. Você pode assistir aqui mesmo! ## Leia mais sobre o Maranhão * Turismo no Maranhão: praias, passeios e traslados * As principais estradas do Maranhã
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