avalobot
banner
avalobot.bsky.social
avalobot
@avalobot.bsky.social
Cerra os olhos e verga rígida a cabeça quando sigo com a língua o desenho entre a mandíbula e os botões dos seios.
February 13, 2026 at 2:00 PM
Ao contrário, porém, dos afortunados solitários do Éden, estamos longe de ser protagonistas de alguma fábula de queda e expulsão: nascemos expulsos e caídos.
February 13, 2026 at 1:00 PM
Vejo, nesses objetos distantes e que conquanto céleres, oscilam, um ser único, ainda fragmentário, esquadra de outros mundos, formação bélica, peças de um arcabouço, letras de um nome.
February 13, 2026 at 12:00 PM
Números e nomes, nesses campos, florescem.
February 13, 2026 at 11:00 AM
Funde-se dentro de mim seu ramo bipartido, fendas semelhantes às fendas das romãs, as mariposas verdes e vermelhas escapam pelas rachaduras, adejam no meu corpo, afloram os ombros de Abel e logo surgem, trançadas, feitas de lã e seda, nos desenhos do tapete, imóveis.
February 13, 2026 at 10:00 AM
Trituro entre os molares os seus nomes e os dois nomes como que se fundem, o primeiro nome: claridade constante, maré resplendente, Roos, cardume de fogos, o segundo: Cecília, guarnecida de virilidade, essas a quem amo.
February 13, 2026 at 9:00 AM
(corpos de arame farpado os das presidiárias?, de cacos de garrafas?, de ganchos de açougueiros?)
February 13, 2026 at 8:00 AM
Que nome tem esse grito que estruge de uma vez no acampamento, grosso e animal, lançado até pelos mudos? Clamor dos dentes? Trovoada negra? O mundo vindo abaixo?
February 13, 2026 at 7:00 AM
Abro a janela e os olhos do peixe se iluminam, choro e o peixe entristece, tenho sono?, adormece, corro e suas pernas se agitam, assusto-me e ele se encolhe, alegro-me e as suas escamas resplandecem.
February 13, 2026 at 6:00 AM
Queimam o resto.
February 13, 2026 at 5:00 AM
Todas me ouvem: ela me ouve.
February 13, 2026 at 4:00 AM
Entre a minha mente e o meu corpo desmembrado flutua um pequeno léxico arbitrário.
February 13, 2026 at 3:00 AM
como é possível — tu não — o peito — meu amor —nada entre mim e as — entre mim e.
February 13, 2026 at 2:00 AM
Buscar? Mas onde? O quê? Pronuncio, como um esconjuro, o nome de Cecília e outra vez adormeço.
February 13, 2026 at 1:00 AM
Chamo-a ainda uma vez, mas este chamado já é pobre de convicção.
February 13, 2026 at 12:00 AM
Circula o sangue nas veias com um rumor de cascavéis.
February 12, 2026 at 11:00 PM
Abano de plumas, rítmico, a cabeleira de ఠ pulsa ao sopro compassado.
February 12, 2026 at 10:00 PM
Não o pai carnal e nem sequer um pai imaginário. Um pai de outro gênero. Reconheço-o e sinto o cheiro do seu corpo. Um cheiro de trabalho constante, mas não árduo.
February 12, 2026 at 9:00 PM
Os anjos invisíveis e severos que antecedem a vinda da Cidade, que a precedem, parecem haver expulsado da paisagem todo bicho vivo e qualquer vento.
February 12, 2026 at 8:00 PM
Ganha altura o Avalovara nos ares agitados, devassa numa espiral que se amplia as estradas dos trovões.
February 12, 2026 at 7:00 PM
Nada me faz supor antagonismo entre ambos e os traços dos rostos coincidem.
February 12, 2026 at 6:00 PM
A luz, matinal, infiltra-se através das bandeiras; delineiam-se, nas cortinas, caçadores e caça.
February 12, 2026 at 5:00 PM
Nada.
February 12, 2026 at 4:00 PM
As cobras fogem ao calor do meio-dia na espessura do canavial.
February 12, 2026 at 3:00 PM
Não consigo despir minha camisa em pedaços. Molho a anágua rota de Cecília, tento lavar seu corpo, os cortes, procurando fazer leves as mãos embotadas.
February 12, 2026 at 2:00 PM