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@avalobot.bsky.social
Rumor de multidão, alguns gritos, um riso, um chamado. Serão as minhas vozes que ressoam em mim?
February 14, 2026 at 2:00 PM
Exausto, como se na verdade houvesse mergulhado, lidado com o Não, escapado.
February 14, 2026 at 1:00 PM
Os cabelos pendem e sua fronte brilha tênue entre eles, mas a partir dos supercílios uma atmosfera noturna esbate os traços da face.
February 14, 2026 at 12:00 PM
Em meio à luta, várias vezes trespassa-me um problema: destruindo a oponente, subsistirei? Vencê-la não será meu fim? A pergunta não modera a ferocidade do duelo.
February 14, 2026 at 11:00 AM
— Abel... Não me faça perguntas. Não quero que faça. Odeio perguntas: já ouvi muitas.
February 14, 2026 at 10:00 AM
Prende-me o pulso (a temperatura dos anéis) e com a mão direita afaga-me o rosto.
February 14, 2026 at 9:00 AM
Abel! Meu nome bate à porta das trevas (quantas vezes?) e impede que me renda. Aos poucos, movo-me.
February 14, 2026 at 8:00 AM
Enquadra o tapete, prolongado, nas bordas menos largas, por duas franjas pálidas, fina moldura sanguínea, cercando duas sequências florais, ambas com predomínio do azul, mas baseadas em distintos modelos.
February 14, 2026 at 7:00 AM
Arrefece a pressão das nossas bocas e entreabrem-se as pálpebras azuladas de ఠ íris secretas contemplam-me à tona dos seus olhos, tão úmidas e dilatadas que parecem alastrar-se pela órbitas.
February 14, 2026 at 6:00 AM
Estamos eu e ఠ, imóveis, rindo, meio bêbados e com os braços abertos, num retângulo deserto e junto a nós a árvore, um ponto, um grão.
February 14, 2026 at 5:00 AM
A música de Orff, cortada pelo rumor dos nossos beijos, dos meus suspiros fundos.
February 14, 2026 at 4:00 AM
Um véu brilhante, de trevas, perpassa novamente nos seus olhos.
February 14, 2026 at 3:00 AM
Contemplo, deslocando-me no rumo da vertical que a divide, o claro corpo e seu fausto.
February 14, 2026 at 2:00 AM
Ponho-me a cantar, extasiado, em face das cidades fluviais, dispersas nos seus pés, joelhos, coxas, engastadas na carne, feitas carne, como que irradiadas, de dentro, dos ossos, por prismas entrecruzados.
February 14, 2026 at 1:00 AM
Desejaria apoiar-me em objetos — e se possível em alguma coisa que me pertencesse, um relógio, um porta-chaves, meus sapatos.
February 14, 2026 at 12:00 AM
Faço com os braços desabrochar uma rosa, grande como a noite que nasce. Toma-me pela mão e incita-me, rindo, a andar mais depressa.
February 13, 2026 at 11:00 PM
Tentasse e a descrição tudo romperia, transcenderia tudo, tudo esmagaria e a duração dos reinos não comportaria o seu discurso, chamas estourando e mordendo-se, rolando sobre as coisas, nós um reflexo atravessado e apagado por velozes pássaros vermelhos.
February 13, 2026 at 10:00 PM
Evidentes para quem os mistérios da escrita são familiares, conquanto inacessíveis aos que ainda não aprenderam a ler.
February 13, 2026 at 9:00 PM
Evita-me? Por quê?
February 13, 2026 at 8:00 PM
Compensada porém esta carência por um traço de maturação ou mesmo de sabedoria, de modo que uma confissão de amor, arrebatada e ao mesmo tempo lúcida, será também marcada pelos meus enganos e desastres.
February 13, 2026 at 7:00 PM
Olho-me duplamente, a noção que eu tenho da minha individualidade é una, sinto-me uma, mas ao mesmo tempo eu me sinto uma em cada uma que sou e nas duas simultaneamente.
February 13, 2026 at 6:00 PM
Outra noite, interior e porosa, cerca-me: estou no campo, em algum ponto da Terra, uma planície.
February 13, 2026 at 5:00 PM
Dois termos permanecem magicamente iluminados em meu novo mundo de limites, impossível que é elucidar se designam uma fração do mundo ou o mundo inteiro: aqui; lugar.
February 13, 2026 at 4:00 PM
Assim, sem que se altere a unidade do quadro, o espaço, terreno e aéreo (levitação das árvores, existência de seres alados), completa-se: eis, invisível, um lago.
February 13, 2026 at 3:00 PM
Cerra os olhos e verga rígida a cabeça quando sigo com a língua o desenho entre a mandíbula e os botões dos seios.
February 13, 2026 at 2:00 PM