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25) O TJ-SP informou que os pedidos de prisão e de busca e apreensão tramitam sob segredo de Justiça e, por isso, não há informações disponíveis.
January 9, 2026 at 5:48 PM
24) A SSP, no entanto, não respondeu a questionamentos sobre a motivação da abordagem, a base judicial da operação e as denúncias feitas por moradores e entidades de direitos humanos.
January 9, 2026 at 5:48 PM
23) O MP-SP informou que ainda não recebeu comunicação oficial sobre o caso e que adotará as providências cabíveis quando isso ocorrer. Já a SSP-SP afirmou que a Polícia Militar instaurou um IPM para apurar a ocorrência, com acompanhamento da Corregedoria, e que o caso também é investigado pelo DHPP
January 9, 2026 at 5:48 PM
22) A Ponte questionou a SSP-SP, o MP-SP e o TJ-SP sobre a base judicial da operação, os mandados que deram origem à ação, quem eram os alvos, quais endereços estavam autorizados, além da dinâmica da abordagem.
January 9, 2026 at 5:48 PM
21) A Ponte questionou o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) sobre a base judicial da operação realizada no Moinho em dezembro, solicitando informações sobre quais mandados deram origem à ação, quem eram os alvos, quais endereços constavam nas ordens judiciais e qual juízo autorizou as medidas.
January 9, 2026 at 5:48 PM
20) O programa exibiu ainda entrevista com o coronel Lucena, que afirmou que os policiais estavam na comunidade para cumprir um mandado de busca e apreensão e que a ação ocorria em apoio ao Judiciário e à CDHU, no que foi chamado de Operação Dignidade.
January 9, 2026 at 5:48 PM
19) Em 19 de dezembro, quando as viaturas entraram na comunidade, reportagens como a do Brasil Urgente, da TV Bandeirantes, chegaram a noticiar que funcionários da CDHU demoliram um prédio que seria um “bunker do PCC”, onde estariam armazenadas drogas. O local não é o mesmo onde Felipe vivia.
January 9, 2026 at 5:48 PM
18) No caso de Felipe, a SSP-SP não respondeu por que ele foi alvo da abordagem nem qual foi o objetivo da operação como um todo.
January 9, 2026 at 5:48 PM
17) A deFEMde denuncia ainda negligência na conservação do corpo de Felipe pelo IML. O corpo teria sido entregue à família já em estado de decomposição, sob a justificativa, segundo a entidade, de que não havia espaço para armazenagem e de que não se podia “priorizar mendigos”.
January 9, 2026 at 5:48 PM
16) Outro ponto que diverge da versão policial diz respeito ao socorro prestado. Testemunhas relataram que não houve atendimento médico, já que ele estaria sem vida quando a ambulância chegou ao local. O corpo também teria sido jogado para fora da casa por policiais antes da chegada dos socorristas.
January 9, 2026 at 5:48 PM
15) As entidades também denunciam falha na preservação do local do crime, que permaneceu horas sem a realização de perícia. Além disso, policiais estariam encapuzados ou sem identificação visível durante a ocorrência.
January 9, 2026 at 5:48 PM
14) Segundo os documentos da OAB e da deFEMde, elaborados a partir da ida de representantes ao local nos dias dos fatos, não foram observados indícios compatíveis com troca de tiros, como marcas de disparos em paredes, no solo ou em estruturas próximas.
January 9, 2026 at 5:48 PM
13) Ainda conforme os relatos, não houve resistência por parte de Felipe, o que levanta a hipótese de execução. 5 dias antes da morte, segundo moradores ouvidos, Felipe havia sido agredido por PMs dentro da comunidade e teria sido jurado de morte. Os agentes teriam cortado o cabelo dele com uma faca
January 9, 2026 at 5:48 PM
12) De acordo com a deFEMde, moradores relataram que policiais do Batalhão de Choque entraram na comunidade no fim da tarde, isolaram uma área específica, desligaram as câmeras corporais, removeram as tarjas de identificação e selecionaram a casa de Felipe de maneira que pareceu aleatória.
January 9, 2026 at 5:48 PM
11) Relatórios da Comissão de Direitos Humanos da OAB-São Paulo e da Rede Feminista de Juristas (deFEMde) apontam ainda que o morador tratava um câncer, condição que o debilitava e que, segundo as entidades, inviabilizaria um confronto físico.
January 9, 2026 at 5:48 PM
10) A versão policial contrasta com os relatos de testemunhas ouvidas pela Ponte. Segundo elas, Felipe era usuário de drogas e não possuía armas.
January 9, 2026 at 5:48 PM
9) No entanto, embora as imagens tenham sido solicitadas, elas não foram apresentadas até o término do registro da ocorrência. Estiveram no Moinho dezenas de viaturas e policiais, incluindo agentes da Rota, do Baep, do Batalhão de Choque, do Canil e da Cavalaria.
January 9, 2026 at 5:48 PM
8) Apesar de utilizar câmera corporal, o equipamento do sargento Alan estava descarregado no momento da morte de Felipe. O boletim aponta que foi determinada a requisição, via e-mail, das imagens das câmeras corporais dos policiais militares envolvidos na ocorrência.
January 9, 2026 at 5:48 PM
7) A justificativa apresentada é que os próprios policiais envolvidos informaram que Felipe não teria efetuado disparos, enquanto o sargento responsável confirmou ter atirado. Diante dessa versão, o exame foi considerado desnecessário para o esclarecimento do caso.
January 9, 2026 at 5:48 PM
6) O boletim de ocorrência registra ainda que não foi requisitado exame residuográfico, teste utilizado para identificar vestígios de disparo de arma de fogo nas mãos e roupas do portador.
January 9, 2026 at 5:48 PM
5) Ainda segundo o registro policial, os agentes alegaram que os tiros ocorreram após Felipe resistir à abordagem, mas o revólver calibre .32 atribuído a ele foi recolhido com todas as munições intactas.
January 9, 2026 at 5:48 PM
4) No local, policiais apreenderam três estojos e dois projéteis de calibre .40, além de um projétil retirado do corpo de Felipe, conforme registrado no boletim de ocorrência. O calibre corresponde à arma do sargento Alan da Silva Barros, que confirmou ter efetuado disparos.
January 9, 2026 at 5:48 PM
3) Felipe de Petta, homem negro de 38 anos, vivia na no Moinho havia cerca de 10 anos. Durante uma operação da PM, ele foi baleado dentro de um imóvel onde morava, no interior da comunidade, e socorrido por uma unidade de resgate até o pronto-socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos.
January 9, 2026 at 5:48 PM
2) O agente que atirou afirmou ainda que a câmera corporal que utilizava estava descarregada no momento da ocorrência. As informações constam em um boletim de ocorrência obtido pela Ponte.
January 9, 2026 at 5:48 PM
1) O morador da favela do Moinho, no Centro de São Paulo, morto em um suposto confronto durante uma operação da Polícia Militar em 19 de dezembro de 2025, não teria efetuado disparos, segundo relato dos próprios policiais envolvidos no caso.
January 9, 2026 at 5:48 PM