China compra parte do petróleo venezuelano vendido pelos EUA, diz secretário americano
A China comprou parte do petróleo venezuelano que havia sido adquirido anteriormente pelos Estados Unidos, de acordo com o secretário de Energia americano, Chris Wright.
— A China já comprou parte do petróleo bruto que foi vendido pelo governo dos EUA”, disse Wright à imprensa em Caracas, sem divulgar detalhes. — Negócios chineses legítimos sob condições comerciais legítimas seriam aceitáveis — afirmou, ao ser questionado sobre possíveis joint ventures (parcerias) no país.
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No início do mês, o presidente americano Donald Trump havia dito que recebia com bons olhos investimentos da China e Índia no petróleo da Venezuela.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, disse que não estava familiarizado com os comentários de Wright quando questionado durante uma coletiva de imprensa em Pequim, nesta quinta-feira.
O mercado global de petróleo foi abalado em janeiro, quando as forças americanas entraram na Venezuela e prenderam o ex-presidente Nicolás Maduro, com Washington assumindo o controle da indústria de petróleo bruto do membro da OPEP.
Desde então, negociadores têm buscado sinais sobre como os padrões de exportação podem mudar e como a produção pode ser retomada após anos de negligência, sanções e subinvestimento.
A chamada “quarentena do petróleo” do país estava essencialmente encerrada, disse Wright nesta quinta-feira. Antes da intervenção, os EUA bloquearam os fluxos de petróleo do país com uma vasta força naval e apreenderam várias embarcações.
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Antes da medida dos EUA, as refinarias na China — o maior importador mundial de petróleo — eram as maiores compradoras de petróleo bruto venezuelano, com a maior parte das importações adquirida por processadores privados. Como esses fluxos estavam sob sanções, normalmente eram oferecidos com grandes descontos, o que os tornava atrativos para os consumidores locais.
Após a captura de Maduro, o presidente americano Donald Trump disse que a Venezuela entregaria de 30 milhões a 50 milhões de barris de petróleo sancionado para os EUA, de acordo com uma publicação no Truth Social. Além disso, em janeiro, Wright disse à Fox News que os EUA não impediriam a China de ter acesso ao produto venezuelano.
Diversas refinarias indianas compraram o petróleo bruto venezuelano da qualidade Merey após a ação dos EUA, e o governo pediu que processadoras estatais considerem comprar mais petróleo da Venezuela e dos EUA. As exportações também chegaram a outros mercados, incluindo Israel.
Alguns bancos esperam uma retomada da produção venezuelana no médio prazo. A produção pode atingir 2 milhões de barris por dia dentro de dois a três anos, disse Natasha Kaneva, chefe de estratégia de commodities do JPMorgan, no evento Bloomberg Oil Markets Outlook 2026, nesta semana.
Em dezembro, suprimentos venezuelanos totalizaram cerca de 896 mil barris por dia, segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo.
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